{"id":189500,"date":"2024-06-12T11:48:35","date_gmt":"2024-06-12T15:48:35","guid":{"rendered":"https:\/\/news.umich.edu\/?p=189500"},"modified":"2024-06-12T13:36:00","modified_gmt":"2024-06-12T17:36:00","slug":"novo-estudo-da-u-m-descobre-preservacao-rara-de-orgaos-em-peixes-fosseis-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/novo-estudo-da-u-m-descobre-preservacao-rara-de-orgaos-em-peixes-fosseis-brasileiros\/","title":{"rendered":"Novo estudo da U-M descobre preserva\u00e7\u00e3o rara de \u00f3rg\u00e3os em peixes f\u00f3sseis brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-03-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-189443\" style=\"width:750px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-03-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-03-300x200.jpg 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-03-768x512.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-03-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-03.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Peixe f\u00f3ssil Brasil. Cr\u00e9dito da imagem: Rodrigo Tinoco Figueroa (Universidade de Michigan)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pesquisa da Universidade de Michigan descobre esp\u00e9cies de peixes do sul do Brasil com alto grau de preserva\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de por\u00e7\u00f5es da massa encef\u00e1lica dos f\u00f3sseis, o estudo, <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cub.2024.05.027\">publicado na Current Biology<\/a>, tamb\u00e9m encontrou outros tecidos moles\u2014como fragmentos do cora\u00e7\u00e3o e dos olhos, meninges e filamentos das br\u00e2nquias\u2014uma raridade na Paleontologia, devido \u00e0 escassez do registro fossil\u00edfero.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal autor do estudo \u00e9 o brasileiro <a href=\"https:\/\/lsa.umich.edu\/paleontology\/people\/graduate-students\/rtfiguer.html\">Rodrigo Tinoco Figueroa<\/a>, aluno de doutorado da U-M, que faz o trabalho como parte de sua disserta\u00e7\u00e3o, sob a orienta\u00e7\u00e3o do paleont\u00f3logo Matt Friedman, do Departamento de Ci\u00eancias da Terra e do Meio Ambiente, da U-M.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses f\u00f3sseis n\u00e3o mostram apenas uma extensa preserva\u00e7\u00e3o de tecidos moles, mas tamb\u00e9m fornecem um vislumbre da evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro de peixes que viveram h\u00e1 mais de 290 milh\u00f5es de anos,&#8221; disse Figueroa. &#8220;F\u00f3sseis como esse s\u00e3o a \u00fanica maneira de obtermos evid\u00eancias diretas de elementos de tecidos moles do passado. Essas informa\u00e7\u00f5es geralmente quebram nossas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies viventes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pesquisador, entre todos os esp\u00e9cimes, o batizado de CP 065, \u00e9 o mais surpreendente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m de ser o primeiro esp\u00e9cime em que notei o c\u00e9rebro do tipo evertido, ele tamb\u00e9m \u00e9 um dos f\u00f3sseis mais bem preservados que j\u00e1 vi,&#8221; disse Figueroa. &#8220;Imagine um f\u00f3ssil de mais de 290 milh\u00f5es de anos que preserva o c\u00e9rebro e seus nervos cranianos, as delicadas meninges que sustentam o c\u00e9rebro dentro da caixa craniana, filamentos das br\u00e2nquias, fragmentos de vasos sangu\u00edneos, partes do cora\u00e7\u00e3o e possivelmente m\u00fasculos esquel\u00e9ticos. Com certeza \u00e9 um achado sem igual. Esp\u00e9cimes como esse s\u00e3o a melhor forma de aproximar a paleontologia da biologia e vice-versa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-medium\"><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"225\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04-300x225.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-189464\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04-300x225.jpg 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04-768x576.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-04.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figueroa faz tomografia no do Departamento de Ci\u00eancias da Terra e do Meio Ambiente, da U-M. Cr\u00e9dito da imagem: Rodrigo Tinoco Figueroa (Universidade de Michigan)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Figueroa trabalha com tomografia computadorizada de cr\u00e2nios de f\u00f3sseis de peixes com nadadeiras raiadas, incluindo essas esp\u00e9cimes que ele trouxe para Michigan por empr\u00e9stimo do Centro Paleontol\u00f3gico da Universidade do Contestado (CENPALEO), em Mafra, Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Usar micro-CT de f\u00f3sseis e micro-CT com contraste aprimorado de esp\u00e9cies viventes, nos proporciona novos dados tridimensionais que podem ir al\u00e9m dos resultados fornecidos neste artigo, com a adi\u00e7\u00e3o de novos f\u00f3sseis e novo material comparativo de esp\u00e9cies viventes,&#8221; disse Figueroa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse estudo, Figueroa escaneou oito esp\u00e9cimes de Mafra e encontrou algum grau de fossiliza\u00e7\u00e3o de tecido mole em todas. Na maioria, o c\u00e9rebro estava preservado em detalhe, mostrando morfologia semelhante \u00e0 de Coccocephalus, encontrado em pesquisas anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Depois de um exame mais detalhado de todos esses c\u00e9rebros e da osteologia associada dos esp\u00e9cimes, consegui determinar que havia duas esp\u00e9cies distintas,&#8221; Figuera disse. &#8220;Considerando sua morfologia \u00f3ssea, uma delas parecia estreitamente relacionada \u00e0 f\u00f3sseis mais jovens, mais pr\u00f3xima ao grupo que inclui todas as 35 mil esp\u00e9cies vivas de peixes com nadadeiras raiadas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com Figueroa, esses dois t\u00e1xons mostram morfologia cerebral diferente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-medium\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-05-300x200.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-189457\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-05-300x200.jpg 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-05-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-05-768x512.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-05-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2024\/06\/u-m-research-finds-rare-organ-preservation-in-brazilian-fossil-fishes-05.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c1rea de coleta dos f\u00f3sseis, em Mafra, no Brasil. Cr\u00e9dito da imagem: Rodrigo Tinoco Figueroa (Universidade de Michigan)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso nos mostra a primeira evid\u00eancia de um telenc\u00e9falo evertido em um peixe com nadadeiras raiadas f\u00f3ssil,&#8221; disse ele. &#8220;Isso \u00e9 encontrado em alguns esp\u00e9cimes, enquanto <em>Coccocephalus<\/em>, do trabalho do ano passado, mostra a condi\u00e7\u00e3o contrastante que chamamos de telenc\u00e9falo evaginado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pesquisador brasileiro, esses esp\u00e9cimes tamb\u00e9m preservam evid\u00eancias detalhadas de tecidos men\u00edngeos, ou seja, tecido membranoso que sustenta o c\u00e9rebro dentro da cabe\u00e7a, al\u00e9m de olhos\u2014incluindo lentes\u2014esclera, m\u00fasculos e tecido retiniano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora no momento n\u00e3o sejam suficientes para fornecer uma imagem clara da evolu\u00e7\u00e3o dessas estruturas, eles s\u00e3o uma indica\u00e7\u00e3o de que essa preserva\u00e7\u00e3o extensiva de tecidos moles \u00e9 poss\u00edvel,&#8221; disse Figueroa. &#8220;Eu acredito que muitas outras descobertas podem surgir nos pr\u00f3ximos anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse estudo \u00e9 resultado de cinco anos de pesquisa. Ap\u00f3s a descoberta do c\u00e9rebro f\u00f3ssil de vertebrado mais antigo em 2023, Figueroa queria entender melhor outras poss\u00edveis ocorr\u00eancias de preserva\u00e7\u00e3o de tecido mole em f\u00f3sseis e tamb\u00e9m quanta informa\u00e7\u00e3o esse tipo de preserva\u00e7\u00e3o pode fornecer.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda me lembro da primeira vez que olhei para a digitaliza\u00e7\u00e3o de um dos esp\u00e9cimes,&#8221; disse Figueroa. &#8220;Fiquei animado s\u00f3 de ver todos os detalhes que foram preservados nos ossos quando percebi que havia mais. Era um dos olhos em condi\u00e7\u00f5es quase pristinas. Daquele momento em diante foi uma aventura encontrar mais e mais tecidos moles preservados e comparar isso com peixes vivos. \u00c9 impressionante o quanto esses esp\u00e9cimes preservam.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Universidade de Michigan descobre esp\u00e9cies de peixes do sul do Brasil com alto grau de preserva\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro. 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