{"id":21193,"date":"2013-01-16T18:24:11","date_gmt":"2013-01-16T18:24:11","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2013\/01\/16\/a-procura-da-cidade-real-perdida-na-nubia-no-norte-do-sudao\/"},"modified":"2013-01-16T18:24:11","modified_gmt":"2013-01-16T18:24:11","slug":"a-procura-da-cidade-real-perdida-na-nubia-no-norte-do-sudao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/a-procura-da-cidade-real-perdida-na-nubia-no-norte-do-sudao\/","title":{"rendered":"\u00c0 procura da cidade real perdida na N\u00fabia, no norte do Sud\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: right; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-27170\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Dr. Mohamed (\u00e0 esquerda) e Geoff Emberling\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-Emberling-and-Mohamed-orig-20130115.jpg\" height=\"489\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-Emberling-and-Mohamed-orig-20130115.jpg 491w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-Emberling-and-Mohamed-orig-20130115-184x300.jpg 184w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span class=\"captionnicole\" style=\"clear: both; text-align: right; width: 300px; display: block;\">Dr. Mohamed (\u00e0 esquerda) e Geoff Emberling<\/span><\/span>ANN ARBOR\u2014Geoff Emberling est\u00e1 fazendo o que poucos arque\u00f3logos ainda fazem, em um mundo que j\u00e1 foi bastante manipulado por picaretas, enxadas e p\u00e1s. Ele est\u00e1 procurando uma cidade real perdida.<\/p>\n<p>A antiga capital foi governada pelos reis da N\u00fabia, que agora est\u00e1 no norte do Sud\u00e3o, ao sul do Egito. Pouco se sabe sobre os reis, que de repente apareceram na linha hist\u00f3rica, aproximadamente 800 AD. e conquistaram todo o Egito, antes de, eventualmente, desaparecerem no deserto.<\/p>\n<p>&#8216;N\u00f3s n\u00e3o temos nenhuma id\u00e9ia de onde esses reis vieram,&#8217; disse Emberling, pesquiador e cientista do Museu de Arqueologia Kelsey, da Universidade do Michigan. &#8220;Eles basicamente surgiram de lugar algum.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00fabia, tamb\u00e9m conhecida como Kush, foi um dos primeiros centros de autoridade pol\u00edtica, prosperidade e poder militar da \u00c1frica. Mas por causa da falta da informa\u00e7\u00e3o sobre a N\u00fabia, ela n\u00e3o tem sido parte de uma grande discuss\u00e3o sobre a ascens\u00e3o e o decl\u00ednio das civiliza\u00e7\u00f5es, do jeito que o Egito e a Mesopot\u00e2mia t\u00eam.<\/p>\n<p>A maior parte da pesquisa arqueol\u00f3gica tem se concentrado em t\u00famulos e templos na capital da N\u00fabia, El Kurru, disse Emberling.<br \/>&#8220;Existe uma verdadeira lacuna na escava\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias, onde voc\u00ea descobre o local onde as pessoas viviam no dia a dia&#8221;, ele disse. &#8220;Estou muito empolgado em preencher as informa\u00e7\u00f5es que faltam nessa imagem&#8221;.<\/p>\n<p>Emberling partiu para El Kurru na \u00faltima semana de dezembro e planeja permanecer por seis semanas, trabalhando perto de uma extens\u00e3o do Rio Nilo, que flui pelo Deserto do Saara.<\/p>\n<p>&#8220;Eu espero voltar com uma boa id\u00e9ia sobre onde est\u00e3o os restos da cidade e poder mape\u00e1-los o melhor poss\u00edvel,&#8221; disse ele.<\/p>\n<p>Emberling tem uma id\u00e9ia geral sobre onde escavar, baseado nas anota\u00e7\u00f5es de George Reisner, um arque\u00f3logo americano que escavou as pir\u00e2mides N\u00fabias em 1918-19. As notas de Reisner mencionaram uma longa parede da cidade com um port\u00e3o de frente para o Nilo. Ele tamb\u00e9m disse que havia um grande po\u00e7o que poderia ter sido parte de um pal\u00e1cio. Mas o local n\u00e3o foi escavado e desapareceu sob a areia.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos desafios \u00e9 que, hoje, os restos da cidade est\u00e3o completamente invis\u00edveis no local,&#8221; disse Emberling. &#8220;Desde que Reisner s\u00f3 fazia isto nas suas anota\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 nada para localizar onde qualquer vest\u00edgio estava&#8221;.<\/p>\n<p>Emberling est\u00e1 trabalhando com arque\u00f3logos da Dinamarca e do Sud\u00e3o usando uma variedade de t\u00e9cnicas: imagens de sat\u00e9lite, pesquisas topogr\u00e1ficas, magnetometria, perfura\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica \u2014inserindo um tubo no ch\u00e3o e extraindo uma coluna do solo.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez n\u00f3s n\u00e3o achemos a cidade,&#8221; disse ele. &#8220;Talvez uma enchente do Nilo tenha destru\u00eddo as coisas a esse grau. Talvez os restos eram bastante dur\u00e1veis. Veremos&#8221;.<\/p>\n<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: right; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-27171\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Restos da pir\u00e2mide de Piye. Cr\u00e9dito da imagem: Geoff Emberling\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-remains-pyramid-Piye-orig-20130115.jpg\" height=\"175\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-remains-pyramid-Piye-orig-20130115.jpg 712w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-remains-pyramid-Piye-orig-20130115-300x175.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span class=\"captionnicole\" style=\"clear: both; text-align: right; width: 300px; display: block;\">Restos da pir\u00e2mide de Piye. Cr\u00e9dito da imagem: Geoff Emberling<\/span><\/span>Recentemente, o Sud\u00e3o \u00e9 conhecido como um lugar de guerra civil e genoc\u00eddio, e tamb\u00e9m como base para a Al Qaeda. Mas Emberling disse que apesar de todos os problemas e viol\u00eancia, os arque\u00f3logos t\u00eam trabalhado sem interrup\u00e7\u00f5es na parte norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o assustador quanto parece,&#8221; ele adicionou. &#8220;Eu estou amando trabalhar com os sudan\u00eases&#8221;.<\/p>\n<p>Emberling acrescentou que no geral, a arqueologia n\u00e3o \u00e9 politizada no Sud\u00e3o como em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s podemos ser somente arque\u00f3logos e focar em nossos trabalhos, sem nos preocuparmos como isso vai afetar as reivindica\u00e7\u00f5es de diferentes grupos \u00e9tnicos ou limites territoriais, ent\u00e3o isso \u00e9 um al\u00edvio&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Links relacionados:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Confira mapa interativo da UM global para outros projetos internacionais em <a href=\"http:\/\/global.umich.edu\/worldwide\/map\">http:\/\/global.umich.edu\/worldwide\/map<\/a>.<\/li>\n<li>Blog Geoff Emberling de: <a href=\"http:\/\/www.lsa.umich.edu\/kelsey\/fieldwork\/currentfieldwork\/elkurrusudan\/2013sudanblog_ci\">Expedi\u00e7\u00e3o-o Nubian Projeto de Assentamento Kurru: Investigando uma Cidade Real de Kush Antiga<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-27169\" style=\"float: left;\" alt=\"\u00c0 procura da cidade real perdida na N\u00fabia, no norte do Sud\u00e3o\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-lead-20130115.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-lead-20130115.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/searching-for-lost-royal-city-lead-20130115-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/>Geoff Emberling est\u00e1 fazendo o que poucos arque\u00f3logos ainda fazem, em um mundo que j\u00e1 foi bastante manipulado por picaretas, enxadas e p\u00e1s. Ele est\u00e1 procurando uma cidade real perdida.<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":27169,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[24610,25367,25387,24617,25381,25390,24],"tags":[13144,13028,12868,12907,13146,13150],"beat":[],"class_list":["post-21193","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture","category-arts-culture-pt-br","category-international-pt-br","category-international","category-law-politics-pt-br","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","tag-ele","tag-esta","tag-foi","tag-nos","tag-onde","tag-parte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21193"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21193\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21193"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=21193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}