{"id":21543,"date":"2013-06-19T19:57:04","date_gmt":"2013-06-19T19:57:04","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2013\/06\/19\/pesquisador-da-u-m-e-seus-colaboradores-preveem-possivel-recorde-na-zona-de-morte-do-golfo-do-mexico\/"},"modified":"2013-06-19T19:57:04","modified_gmt":"2013-06-19T19:57:04","slug":"pesquisador-da-u-m-e-seus-colaboradores-preveem-possivel-recorde-na-zona-de-morte-do-golfo-do-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/pesquisador-da-u-m-e-seus-colaboradores-preveem-possivel-recorde-na-zona-de-morte-do-golfo-do-mexico\/","title":{"rendered":"Pesquisador da U-M  e seus colaboradores preveem poss\u00edvel recorde na \u201czona da morte\u201d do Golfo do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: left; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-27575\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Escoamento de terra contendo fertilizantes e res\u00edduos de animais, alguns vindos de t\u00e3o longe como o Cintur\u00e3o do Milho, \u00e9 a principal fonte de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo que causam a zona da morte anual do Golfo do M\u00e9xico. Cr\u00e9dito da imagem: Donald Scavia\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/u-m-researcher-and-colleagues-predict-possible-record-setting-gulf-of-mexico-dead-zone-modest-chesapeake-bay-oxygen-starved-zone-lead-20130618.jpg\" height=\"210\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/06\/u-m-researcher-and-colleagues-predict-possible-record-setting-gulf-of-mexico-dead-zone-modest-chesapeake-bay-oxygen-starved-zone-lead-20130618.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/u-m-researcher-and-colleagues-predict-possible-record-setting-gulf-of-mexico-dead-zone-modest-chesapeake-bay-oxygen-starved-zone-lead-20130618-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span class=\"captionnicole\" style=\"clear: both; text-align: left; width: 300px; display: block;\">Escoamento de terra contendo fertilizantes e res\u00edduos de animais, alguns vindos de t\u00e3o longe como o Cintur\u00e3o do Milho, \u00e9 a principal fonte de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo que causam a zona da morte anual do Golfo do M\u00e9xico. Cr\u00e9dito da imagem: Donald Scavia<\/span><\/span>ANN ARBOR\u2014As inunda\u00e7\u00f5es de primavera em toda a regi\u00e3o centro-oeste devem contribuir para um grande e potencial recorde na &#8220;zona da morte,&#8221; do Golfo do M\u00e9xico 2013, de acordo com um ecologista da Universidade de Michigan e seus colaboradores, que divulgaram a previs\u00e3o anual nesta ter\u00e7a-feira (18), juntamente com uma para a Ba\u00eda de Chesapeake.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para o Golfo, um das duas anunciadas pela &#8220;National Oceanic and Atmospheric Administration&#8221;, chama a aten\u00e7\u00e3o para a priva\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio ou hip\u00f3xia, em uma regi\u00e3o de entre 7.286 e 8.561 milhas quadradas, que a colocaria entre as 10 maiores registradas.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o m\u00ednima da previs\u00e3o est\u00e1 bem acima da m\u00e9dia a longo prazo e seria, mais ou menos, o equivalente ao tamanho de Connecticut, Rhode Island e o Distrito de Columbia juntos. A m\u00e1xima excederia a maior \u00e1rea j\u00e1 registrada (8.481 milhas quadradas, em 2002) e seria compar\u00e1vel em tamanho a New Jersey.<\/p>\n<p>O escoamento de terra contendo fertilizantes e res\u00edduos de animais, alguns vindos de t\u00e3o longe como o Corn Belt (Cintur\u00e3o do Milho), \u00e9 a principal fonte de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo que causam a zona hip\u00f3xica anual do Golfo do M\u00e9xico. Em seus planos de a\u00e7\u00e3o de 2001 e 2008, a for\u00e7a tarefa do Mississippi River\/Gulf of Mexico Watershed Nutrient, uma coliga\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias federais, estaduais e tribais, fixou uma meta de redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de extens\u00e3o, m\u00e9dia de 5 anos, da zona hip\u00f3xica do Golfo para 5.000 quil\u00f4metros quadrados (1.950 milhas quadradas) at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>Foram feitos pequenos progressos em dire\u00e7\u00e3o a esse objetivo. Desde 1995, a Zona da Morte do Golfo tem mantido uma m\u00e9dia de 5.960 milhas quadradas, uma \u00e1rea aproximadamente do tamanho de Connecticut.<\/p>\n<p>&#8220;O tamanho da Zona da Morte do Golfo aumenta ou diminui dependendo dos padr\u00f5es clim\u00e1ticos de determinado ano. Mas a verdade \u00e9 que nunca atingiremos a meta do plano de a\u00e7\u00e3o de 1.950 milhas quadradas, at\u00e9 que a\u00e7\u00f5es mais s\u00e9rias sejam tomadas para reduzir a perda de fertilizantes do meio-oeste para o sistema do Rio Mississippi, independentemente do clima,&#8221; disse o Ecologista Aqu\u00e1tico da U-M, Donald Scavia, diretor do Instituto de Sustentabilidade Graham, que contribui para as previs\u00f5es do Golfo e da Ba\u00eda de Chesapeake.<\/p>\n<p>Este ano, a previs\u00e3o da Ba\u00eda de Chesapeake atenta para uma zona da morte menor do que a m\u00e9dia, no maior estu\u00e1rio do pa\u00eds. A previs\u00e3o dos pesquisadores da Scavia e da Universidade de Maryland tem tr\u00eas partes: uma previs\u00e3o para o volume da zona hip\u00f3xica de baixo oxig\u00eanio para a metade do ver\u00e3o, uma para a zona an\u00f3xica sem oxig\u00eanio na metade do ver\u00e3o e uma terceira que \u00e9 um valor m\u00e9dio para o ver\u00e3o inteiro.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o aposta em uma zona hip\u00f3xica de 1,46 milhas c\u00fabicas na metade do ver\u00e3o, uma zona an\u00f3xica de 0,26 a 0,38 milhas c\u00fabicas tamb\u00e9m na metade do ver\u00e3o e uma hipoxia de 1,108 milhas c\u00fabicas em todo o ver\u00e3o, sendo que todos n\u00fameros est\u00e3o dentro dos \u00edndices m\u00ednimos das previs\u00f5es das zonas da morte registradas anteriormente. No ano passado, a zona hip\u00f3xica da metade do ver\u00e3o foi de 1,45 milhas c\u00fabicas. Devido \u00e0 rasa profundidade de grande parte do estu\u00e1rio, a previs\u00e3o se concentra no volume de \u00e1gua, expresso em milhas c\u00fabicas em vez de \u00e1rea de superf\u00edcie em milhas quadradas.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o anual do Golfo \u00e9 preparada por pesquisadores da U-M, da Universidade Estadual de Louisiana e pelo Cons\u00f3rcio das Universidades da Marinha de Louisiana. A previs\u00e3o de Ba\u00eda \u00e9 fornecida pela U-M e pelo Centro de Ci\u00eancias Ambientais da Universidade de Maryland. Ambos os estudos s\u00e3o financiados pela NOAA (Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional).<\/p>\n<p>As previs\u00f5es se baseiam no escoamento de nutrientes e nos dados dos rios e riachos da U.S. Geological Survey, que s\u00e3o ent\u00e3o inseridas em programas de computador, desenvolvidos com financiamento dos centros nacionais do NOAA para a Ci\u00eancia Costeira e Oce\u00e2nica.<\/p>\n<p>&#8220;Monitorar a sa\u00fade e a vitalidade dos oceanos da nossa na\u00e7\u00e3o, dos canais e das bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 fundamental, enquanto n\u00f3s trabalhamos para preservar e proteger os ecossistemas costeiros,&#8221; disse Kathryn D. Sullivan, que atua como Subsecret\u00e1ria de Com\u00e9rcio para Oceanos e Atmosfera e Administradora Interina da NOAA. &#8220;Estas previs\u00f5es ecol\u00f3gicas s\u00e3o bons exemplos dos produtos de intelig\u00eancia cr\u00edtica ambiental e das ferramentas que ajudam modelar uma costa mais saud\u00e1vel, que \u00e9 t\u00e3o indissoci\u00e1vel para a vitalidade das nossas comunidades e dos nossos meios de subsist\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>As inunda\u00e7\u00f5es alagaram grande parte do meio-oeste nesta primavera. V\u00e1rios estados, incluindo Minnesota, Wisconsin, Illinois e Iowa tiveram uma primavera que foi classificada entre as 10 mais \u00famidas registradas. Iowa tamb\u00e9m teve sua primavera mais \u00famida, com 17,61 polegadas de precipita\u00e7\u00e3o, de acordo com o Centro Nacional de Dados Clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Escoamentos ricos em nutrientes desses estados agr\u00edcolas acabam no Rio Mississippi e eventualmente fazem o seu caminho at\u00e9 o Golfo. A quantidade de nitrog\u00eanio que entra no Golfo do M\u00e9xico a cada primavera tem aumentado em cerca de 300 por cento desde a d\u00e9cada de 1960, principalmente devido a um maior escoamento agr\u00edcola.<\/p>\n<p>De acordo com estimativas da U.S. Geological Survey, 153.000 toneladas m\u00e9tricas de nutrientes desceram os rios Mississippi e Atchafalaya, para o Golfo do Norte em maio de 2013, um aumento de 94.900 toneladas m\u00e9tricas, superior ao que aconteceu ao longo do ano passado com uma seca de 58.100 toneladas m\u00e9tricas. A entrada de 2013 \u00e9 16 por cento maior que a carga de nutriente m\u00e9dia estimada nos \u00faltimos 34 anos.<\/p>\n<p>No Golfo e na Ba\u00eda, as \u00e1guas ricas em nutrientes estimulam um grande florescimento de algas. Quando as algas morrem e afundam, as bact\u00e9rias que habitam o fundo do mar decomp\u00f5em a mat\u00e9ria org\u00e2nica, consumindo oxig\u00eanio no processo. O resultado \u00e9 uma baixa de oxig\u00eanio (hip\u00f3xico) ou isen\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio (an\u00f3xica) nas regi\u00f5es mais profundas ou pr\u00f3ximas ao fundo das \u00e1guas: a zona da morte.<\/p>\n<p>Os peixes e mariscos deixam as \u00e1guas com isen\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio ou morrem, resultando em perdas para as pescas comercial e desportiva. No Golfo, o valor da doca de pesca comercial foi de 629 milh\u00f5es em 2009, e quase 3 milh\u00f5es de pescadores recreativos contribuiram com mais de 1 bilh\u00e3o para a economia da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As zonas da morte da Ba\u00eda de Chesapeake, que foram altamente vari\u00e1veis nos recentes anos, amea\u00e7am o esfor\u00e7o de v\u00e1rios anos de restaurar a qualidade da \u00e1gua da Ba\u00eda e de aumentar sua produ\u00e7\u00e3o de caranguejos, ostras e outros pescados. O Geological Survey estima que 36.600 toneladas m\u00e9tricas de nitrog\u00eanio entraram no estu\u00e1rio vindas dos rios Susquehanna e Potomac de janeiro a maio, o que est\u00e1 30 por cento abaixo dos carregamentos m\u00e9dios estimados entre 1990 e 2013.<\/p>\n<p>A medi\u00e7\u00e3o final da Ba\u00eda Chesapeake ser\u00e1 distribuida em outubro, na pr\u00f3xima pesquisa do Departamento de Recursos Naturais de Maryland e do Departamento de Qualidade Ambiental de Virg\u00ednia.<\/p>\n<p>A estimativa do Golfo de 2013 se baseia no pressuposto de tempestades tropicais n\u00e3o significativas nas duas semanas anteriores ou durante a medi\u00e7\u00e3o oficial da pesquisa dos cruzeiros, que v\u00e3o acontecer de 25 de julho a 3 de agosto. Se ocorrer uma tempestade, o tamanho da estimativa poderia cair para um \u00edndice inferior a 5.344 milhas quadradas, \u00e1rea um pouco menor do que Connecticut.<\/p>\n<p>No ano passado, a zona de morte do Golfo foi a quarta menor registrada, devido as condi\u00e7\u00f5es de seca, e cobriu cerca de 2.889 milhas quadradas, uma \u00e1rea ligeiramente maior do que a de Delaware.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-27575\" style=\"float: left;\" alt=\"Pesquisador da U-M  e seus colaboradores preveem poss\u00edvel recorde na \u201czona de morte\u201d do Golfo do M\u00e9xico\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/u-m-researcher-and-colleagues-predict-possible-record-setting-gulf-of-mexico-dead-zone-modest-chesapeake-bay-oxygen-starved-zone-lead-20130618.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/06\/u-m-researcher-and-colleagues-predict-possible-record-setting-gulf-of-mexico-dead-zone-modest-chesapeake-bay-oxygen-starved-zone-lead-20130618.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/u-m-researcher-and-colleagues-predict-possible-record-setting-gulf-of-mexico-dead-zone-modest-chesapeake-bay-oxygen-starved-zone-lead-20130618-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/>As inunda\u00e7\u00f5es de primavera em toda a regi\u00e3o centro-oeste devem contribuir para um grande e potencial recorde na &#8220;zona da morte,&#8221; do Golfo do M\u00e9xico 2013.<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":27574,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[25367,24610,25370,24611,25376,25378,24617,25387,24615,25381,25390,24,25385],"tags":[13519],"beat":[],"class_list":["post-21543","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture-pt-br","category-arts-culture","category-business-economy-pt-br","category-business-economy","category-environment-pt-br","category-health-pt-br","category-international","category-international-pt-br","category-law-politics","category-law-politics-pt-br","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","category-science-technology-pt-br","tag-morte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21543"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21543\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21543"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=21543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}