{"id":21803,"date":"2013-11-06T21:23:49","date_gmt":"2013-11-06T21:23:49","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2013\/11\/06\/beneficios-mutuos-arvores-estressadas-aumentam-as-recompensas-acucaradas-para-os-defensores-de-formiga\/"},"modified":"2013-11-06T21:23:49","modified_gmt":"2013-11-06T21:23:49","slug":"beneficios-mutuos-arvores-estressadas-aumentam-as-recompensas-acucaradas-para-os-defensores-de-formiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/beneficios-mutuos-arvores-estressadas-aumentam-as-recompensas-acucaradas-para-os-defensores-de-formiga\/","title":{"rendered":"Benef\u00edcios m\u00fatuos: \u00e1rvores estressadas aumentam as recompensas a\u00e7ucaradas para os defensores de formiga"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: left; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-27948\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Uma formiga Azteca patrulhas na superf\u00edcie de um loureiro Equador, em Jalisco, no M\u00e9xico. Quando uma formiga patrulhamento encontra um inseto-comer, ele morde o inseto at\u00e9 que ele cai da \u00e1rvore. Cr\u00e9dito da imagem: Enrique Ramirez-Garcia\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-orig-20131105.jpg\" height=\"173\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-orig-20131105.jpg 2140w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-orig-20131105-300x173.jpg 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-orig-20131105-768x442.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-orig-20131105-1024x590.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span style=\"clear: both; width: 300px; display: block;\">Uma formiga Azteca patrulhas na superf\u00edcie de um loureiro Equador, em Jalisco, no M\u00e9xico. Quando uma formiga patrulhamento encontra um inseto-comer, ele morde o inseto at\u00e9 que ele cai da \u00e1rvore. Cr\u00e9dito da imagem: Enrique Ramirez-Garcia<\/span><\/span>ANN ARBOR \u2014 Quando a \u00e1gua \u00e9 escassa, os loureiros do Equador &#8211; \u00e1rvores da fam\u00edlia das laur\u00e1ceas \u2013 aumentam seu investimento na produ\u00e7\u00e3o de um xarope que faz com que os defensores de formigas residentes entrem em exaust\u00e3o, protegendo as \u00e1rvores de desfolia\u00e7\u00e3o por causa das pragas comedoras de folhas.<\/p>\n<p>Com a falta de \u00e1gua, as \u00e1rvores de florestas tropicais incentivam a produ\u00e7\u00e3o de mais melado, uma secre\u00e7\u00e3o a\u00e7ucarada ingerida pelas formigas Azteca que habitam as cavidades dos troncos dos louros. Em troca, o n\u00famero de col\u00f4nias de formigas cresce e improvisa a defesa da folhagem que sustenta a vida delas.<\/p>\n<p>A intera\u00e7\u00e3o mutuamente ben\u00e9fica entre louros e formigas, que tamb\u00e9m envolve pequenos insetos, sugadores de seiva chamados cochonilhas que fazem o melado, \u00e9 um exemplo bem conhecido que os ecologistas chamam de mutualismo. Estudos te\u00f3ricos predizem que mutualismos deveriam ser mais fortes em condi\u00e7\u00f5es de poucos recursos, mas at\u00e9 agora existiam poucas evid\u00eancias para apoiar essa teoria.<\/p>\n<p>Em um trabalho agendado para publica\u00e7\u00e3o online no dia 5 de novembro, na revista PLOS Biology, a ecologista da Universidade de Michigan, Elizabeth G. Pringle, e seus colaboradores identificam um caso claro de mutualismo, por estresse refor\u00e7ado, entre \u00e1rvores e formigas e sugerem um poss\u00edvel mecanismo subjacente a isso, baseado na troca de carbono entre as esp\u00e9cies. Os resultados deles sugerem que as \u00e1rvores em locais mais secos compram &#8220;seguros&#8221; para suas folhas, sob a forma de prote\u00e7\u00e3o do refor\u00e7o da formiga e pagam com carbono, a moeda do reino.<\/p>\n<p>Todos os mutualismos de planta-animal podem empregar um &#8220;modelo semelhante de seguro,&#8221; de acordo com Pringle, p\u00f3s-doutoranda da Sociedade de Bolsistas de Michigan e professora adjunta do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva e da Escola de Recursos Naturais e Meio Ambiente. E o tipo de resposta ao estresse provocado por \u00e1gua observado no estudo pode ser mais comum no futuro, se as secas se tornarem mais graves com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ela disse.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s mostramos que as \u00e1rvores e suas formigas defensivas investem mais um no outro em condi\u00e7\u00f5es mais secas, mais estressantes,&#8221; disse Pringle. &#8220;Vimos isso acontecer ao longo da costa do M\u00e9xico at\u00e9 Costa Rica, e ent\u00e3o percebemos que a troca de carbono pode explicar isso.&#8221;<\/p>\n<p>Para testar se a limita\u00e7\u00e3o de \u00e1gua fortalece o mutualismo defensivo entre as \u00e1rvores laur\u00e1ceas do Equador (Cordia alliodora) e as formigas Azteca (Azteca pittieri), Pringle e seus colaboradores estudaram a intera\u00e7\u00e3o em 26 pontos de florestas tropicais sazonalmente secas, ao longo da costa do Pac\u00edfico do Sul do M\u00e9xico e Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p>Os locais no litoral abrangem 2.294 km, com o aumento quadruplicado da precipita\u00e7\u00e3o anual dos pontos do extremo norte ao extremo sul. Os resultados relatados na PLOS Biology se baseiam nas observa\u00e7\u00f5es, bem como em experimentos de campo, dados fisiol\u00f3gicos e um modelo evolucionista.<\/p>\n<p>Os louros do Equador s\u00e3o caducif\u00f3lias, perdendo suas folhas durante a esta\u00e7\u00e3o seca e crescendo novas a cada esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Pringle e seus colaboradores descobriram que a for\u00e7a de mutualismo entre \u00e1rvore-formiga \u2014 medida pelo investimento das \u00e1rvores em produzir a\u00e7\u00facar para as formigas e pela defesa das folhas por formigas \u2014 foi maior em locais com esta\u00e7\u00f5es mais secas.<\/p>\n<p>\u00c1rvores laur\u00e1ceas n\u00e3o alimentam diretamente as formigas com a\u00e7\u00facar. Em vez disso, elas hospedam as cochonilhas, familiares para jardineiros como pragas comuns do quintal, que produzem o melado. Cochonilhas s\u00e3o as intermedi\u00e1rias nesta rede de prote\u00e7\u00e3o: atrav\u00e9s das cochonilhas, indiretamente as \u00e1rvores pagam uma taxa de carbono, na forma de seiva rica em a\u00e7\u00facar que \u00e9 destilada em melado para as formigas, em troca de guarda.<\/p>\n<p>Pringle e seus colaboradores descobriram que nos locais mais secos, as \u00e1rvores de louro suportam mais cochonilhas, que por sua vez, produzem mais melado. As col\u00f4nias de formiga que t\u00eam este banquete s\u00e3o correspondentemente maiores e em recompensa, defendem as \u00e1rvores mais eficazmente, respondendo mais rapidamente a perturba\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Quando as formigas que patrulham a superf\u00edcie da \u00e1rvore encontram um inseto comedor de folha, mordem esse inseto, at\u00e9 que ele caia da \u00e1rvore,&#8221; disse Pringle. &#8220;Descobrimos que nos locais mais secos, as maiores col\u00f4nias de formigas estavam mais propensas a encontrar esses intrusos, e as col\u00f4nias enviaram mais formigas para atacar os comedores de folhas e espant\u00e1-los.&#8221;<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese, as folhas capturam energia da luz solar e a usa para converter o di\u00f3xido de carbono e a \u00e1gua em hidratos de carbono, que s\u00e3o utilizados para alimentar as \u00e1rvores, as cochonilhas e as formigas. Potencialmente, o desfolhamento \u00e9 uma maior amea\u00e7a em lugares mais secos porque, nestes locais, os louros t\u00eam menores reservas de carbono, e uma esta\u00e7\u00e3o chuvosa mais curta significa que eles t\u00eam menos tempo para substituir as folhas perdidas.<\/p>\n<p>O fato de que \u00e1rvores laur\u00e1ceas, em locais mais secos, pagam &#8220;sal\u00e1rios mais elevados&#8221; a seus protetores de formiga, sugere que os custos potenciais de desfolia\u00e7\u00e3o compensam o pre\u00e7o relativamente modesto em apoiar mais formigas. Pringle e seus colaboradores usaram um modelo matem\u00e1tico para testar essa id\u00e9ia, olhando para os custos relativos e os benef\u00edcios do com\u00e9rcio de carbono entre as \u00e1rvores e as formigas durante as esta\u00e7\u00f5es chuvosas com diferentes dura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O modelo de seguro, no qual as formigas protegem as \u00e1rvores de raros, mas potencialmente fatais eventos de desfolia\u00e7\u00e3o, se ajusta melhor em observa\u00e7\u00f5es de 26 lugares. Como agricultores comprando seguro de colheitas, as \u00e1rvores em locais mais secos parecem estar cobrindo suas apostas: elas pagam uma taxa modesta \u00e0 frente para evitar a perda de todas as suas folhas para as pragas no futuro.<\/p>\n<p>&#8220;Limita\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, juntamente com o risco de herbivoria, aumenta a for\u00e7a de mutualismo \u00e0 base de carbono,&#8221; concluem os autores.<\/p>\n<p>O modelo de seguro sugere que ataques de insetos raros, mas potencialmente letais, podem conduzir a evolu\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de mutualismo \u00e1rvore-formiga sob diferentes regimes de precipita\u00e7\u00e3o. As diferen\u00e7as observadas entre locais secos e \u00famidos, portanto, podem refletir adapta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais, sugerem os investigadores.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante que o fator ambiental chave neste sistema \u00e9 a precipita\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 suscet\u00edvel a mudar dramaticamente nos pr\u00f3ximos anos, com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica,&#8221; disse Pringle.<\/p>\n<p>&#8220;Conforme o clima muda, o aumento da frequ\u00eancia de eventos meteorol\u00f3gicos extremos, tais como seca, pode agir em conjunto com raros eventos biol\u00f3gicos, como surtos de insetos-praga, para alterar profundamente a ecologia e a evolu\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es planta-animal.&#8221;<\/p>\n<p>Os co-autores de Pringles no estudo do PLoS Biology s\u00e3o Erol Ak\u00e7ay, da Universidade da Pensilv\u00e2nia, Ted K. Raab, da Institui\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia Carnegie, e Rodolfo Dirzo e Deborah M. Gordon, da Universidade de Stanford.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-27947\" style=\"float: left;\" alt=\"Benef\u00edcios m\u00fatuos: \u00e1rvores estressadas aumentam as recompensas a\u00e7ucaradas para os defensores de formiga\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-lead-20131105.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-lead-20131105.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mutual-benefits-stressed-out-trees-boost-sugary-rewards-to-ant-defenders-lead-20131105-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/>Quando a \u00e1gua \u00e9 escassa, os loureiros do Equador &#8211; \u00e1rvores da fam\u00edlia das laur\u00e1ceas \u2013 aumentam seu investimento na produ\u00e7\u00e3o de um xarope que faz com que os defensores de formigas residentes entrem em exaust\u00e3o, protegendo as \u00e1rvores de desfolia\u00e7\u00e3o por causa das pragas comedoras de folhas.<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":27947,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[25367,24610,24611,25373,25376,24617,25387,25390,24,25385,24616],"tags":[12874,12869],"beat":[],"class_list":["post-21803","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture-pt-br","category-arts-culture","category-business-economy","category-education-society-pt-br","category-environment-pt-br","category-international","category-international-pt-br","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","category-science-technology-pt-br","category-science-technology","tag-entre","tag-seus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21803"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21803\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21803"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=21803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}