{"id":22275,"date":"2014-07-03T21:01:49","date_gmt":"2014-07-03T21:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2014\/07\/03\/sais-de-marte-tocam-o-gelo-e-produzem-agua-liquida-mostra-estudo-com-cientista-brasileiro\/"},"modified":"2014-07-03T21:01:49","modified_gmt":"2014-07-03T21:01:49","slug":"sais-de-marte-tocam-o-gelo-e-produzem-agua-liquida-mostra-estudo-com-cientista-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/sais-de-marte-tocam-o-gelo-e-produzem-agua-liquida-mostra-estudo-com-cientista-brasileiro\/","title":{"rendered":"Sais de Marte tocam o gelo e produzem \u00e1gua l\u00edquida, mostra estudo com cientista brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: right; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-28638\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Erik Fischer, AERO Doutorando e Pesquisador AOSS, configura uma C\u00e2mara atmosf\u00e9rica de Marte, executando nitrog\u00eanio l\u00edquido para resfriar a c\u00e2mara no Edif\u00edcio de Pesquisas Espaciais. Cr\u00e9dito da imagem: Joseph Xu\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martian-salts-must-touch-ice-to-make-liquid-water-study-shows-orig-20140702.jpg\" height=\"200\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2014\/07\/martian-salts-must-touch-ice-to-make-liquid-water-study-shows-orig-20140702.jpg 640w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martian-salts-must-touch-ice-to-make-liquid-water-study-shows-orig-20140702-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span style=\"clear: both; width: 300px; display: block;\">Erik Fischer, AERO Doutorando e Pesquisador AOSS, configura uma C\u00e2mara atmosf\u00e9rica de Marte, executando nitrog\u00eanio l\u00edquido para resfriar a c\u00e2mara no Edif\u00edcio de Pesquisas Espaciais. Cr\u00e9dito da imagem: Joseph Xu<\/span><\/span>ANN ARBOR\u2014N\u00e3o importa a temperatura congelante de Marte. Pequenas quantidades de \u00e1gua l\u00edquida podem se formar no planeta vermelho. \u00c9 o que comprova uma pesquisa coordenada pelo brasileiro Nilton Renno, da Universidade de Michigan, depois de simula\u00e7\u00f5es em c\u00e2maras que imitam as condi\u00e7\u00f5es de Marte.<\/p>\n<p>A \u00e1gua l\u00edquida \u00e9 um ingrediente essencial para a vida como a conhecemos e Marte \u00e9 um dos poucos lugares no sistema solar, onde os cientistas viram sinais promissores da sua exist\u00eancia. Tudo come\u00e7ou em 2008, na Miss\u00e3o Espacial Phoenix. Com a ajuda de uma aeronave, e seus auto-retratos, Nilton descobriu uma camada de gelo logo abaixo da superf\u00edcie de uma regi\u00e3o polar de Marte, e got\u00edculas de \u00e1gua no trem de pouso da espa\u00e7onave.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias da UM s\u00e3o as primeiras a testar teorias sobre a forma\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em um clima t\u00e3o frio como o de Marte. At\u00e9 agora, ningu\u00e9m detectou diretamente \u00e1gua l\u00edquida em nenhum lugar, al\u00e9m da Terra.<\/p>\n<p>Os pesquisadores descobriram que um tipo de sal presente no solo marciano pode rapidamente, ou seja, em quest\u00e3o de minutos, derreter o gelo que toca \u2013 exatamente o mesmo efeito dos sais nas escorregadias estradas e ruas durante o inverno na Terra. Alguns cientistas sugerem que este sal marciano forme \u00e1gua l\u00edquida sugando o vapor para fora do ar, atrav\u00e9s de um processo chamado &#8216;deliquesc\u00eancia.&#8217;<\/p>\n<p>&#8220;O que \u00e9 mais emocionante para mim \u00e9 saber que agora posso compreender como as gotas de \u00e1gua se formaram na perna da aeronave,&#8221; disse Nilton Renno, professor de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias, da Universidade de Michigan.<\/p>\n<p>Em 2008, Renno foi o primeiro a notar estranhos gl\u00f3bulos nas fotos enviadas pela Phoenix. Por v\u00e1rias semanas, os gl\u00f3bulos pareciam crescer e se aglutinar. Enquanto Renno acreditava que eram got\u00edculas de \u00e1gua e sugeria que sais na superf\u00edcie de planetas poderiam form\u00e1-la, muitos de seus colegas discordaram. Nunca se havia encontrado sais em Marte.<\/p>\n<p>Mas era sal. Entre aqueles que a Phoenix detectou est\u00e1 o perclorato de c\u00e1lcio, uma mistura de c\u00e1lcio, cloro e oxig\u00eanio, que se encontra em lugares \u00e1ridos como o Deserto de Atacama, no Chile. Anos mais tarde, o rob\u00f4 Curiosity da miss\u00e3o MSL (Mars Science Laboratory) encontrou o mesmo material em outro lugar de Marte, uma regi\u00e3o tropical. Agora os cientistas acreditam que ele e outros sais est\u00e3o espalhados em toda a superf\u00edcie do planeta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"fluid\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iLWv9UGwjdE?feature=oembed&#038;rel=0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen title=\"How liquid water forms on Mars\"><\/iframe><\/p>\n<p>No caso da Miss\u00e3o Phoenix, Renno acredita que o impacto do pouso da aeronave no solo, exp\u00f4s o gelo, o derreteu e formou aquela salmoura que espirrou na perna da espa\u00e7onave, que aterrissou na regi\u00e3o polar norte. Os sais permitiram que as gotas se permanecessem l\u00edquidas. Renno diz que sua exist\u00eancia e estabilidade mostraram aos cientistas um ciclo, que nem sempre precisa de ajuda de uma aeronave terrestre.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da UM recriaram em laborat\u00f3rio, as condi\u00e7\u00f5es locais de aterragem da Phoenix, utilizando cilindros met\u00e1licos, com dois p\u00e9s de altura e cinco p\u00e9s de comprimento. As temperaturas nas c\u00e2maras variaram de -120 a -20C, como no fim da primavera e in\u00edcio de ver\u00e3o em Marte. A press\u00e3o atmosf\u00e9rica girou em torno de 1 por cento, comparada com a da Terra. A umidade relativa do ar variou, mas durante a maioria dos experimentos, foi ajustada em 100 por cento.<\/p>\n<p>Eles testaram dois cen\u00e1rios: perclorato por si s\u00f3 e perclorato em cima da \u00e1gua congelada. Nos experimentos somente com perclorato, eles colocaram camadas com uma espessura mil\u00edmetra de sal, em um prato com a temperatura controlada, como o solo de Marte. Mesmo depois de tr\u00eas horas, \u00e1gua l\u00edquida n\u00e3o foi formada. Isso comprovou que a deliquesc\u00eancia n\u00e3o estava ocorrendo e \u00e9 prov\u00e1vel que n\u00e3o seja um processo significativo em Marte.<\/p>\n<p>Quando os pesquisadores colocaram perclorato de c\u00e1lcio ou solo salgado diretamente na camada de gelo, de 3 mil\u00edmetros de espessura, gotas de \u00e1gua l\u00edquida se formaram em poucos minutos, assim que as c\u00e2maras alcan\u00e7aram -73C. Essa simula\u00e7\u00e3o representou bem as condi\u00e7\u00f5es observadas no local de aterragem da Phoenix.<\/p>\n<p>Para ter certeza que a \u00e1gua l\u00edquida estava l\u00e1, os pesquisadores usaram uma t\u00e9cnica chamada &#8220;espectroscopia de espalhamento Raman&#8221;, que envolve lasers brilhantes na superf\u00edcie e exames da luz refletida.<\/p>\n<p>Os resultados mostram como pequenas quantidades de \u00e1gua l\u00edquida podem existir em uma grande \u00e1rea da superf\u00edcie de Marte e em uma subsuperf\u00edcie rasa, desde de suas regi\u00f5es polares at\u00e9 regi\u00f5es com latitudes m\u00e9dias, durante v\u00e1rias horas do dia na primavera e no in\u00edcio do ver\u00e3o. Tal ciclo poderia formar correntes de \u00e1gua, diz Renno, que fluem, congelam, descongelam e fluem de novo. A \u00e1gua tamb\u00e9m pode se formar somente abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Renno diz que a \u00e1gua n\u00e3o precisa necessariamente ficar l\u00edquida indefinidamente para que possa suportar a vida microbiana no presente ou no passado.<\/p>\n<p>&#8220;Marte \u00e9 o planeta do nosso sistema solar mais semelhante \u00e0 Terra. Estudos sugerem que Marte era ainda mais parecido com a Terra no passado, com \u00e1gua fluindo em sua superf\u00edcie. Ao estudar a forma\u00e7\u00e3o de \u00e1gua l\u00edquida em Marte, podemos saber mais sobre as possibilidades de vida fora da Terra e procurar recursos para miss\u00f5es futuras,&#8221; disse Erik Fischer, estudante de Doutorado no Departamento de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias e um dos autores do novo estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span id=\"result_box\" class=\"short_text\"><span class=\"hps\">Links relacionados<\/span><\/span>:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/2014GL060302\/abstract\">http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/2014GL060302\/abstract<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/bit.ly\/1aPxfhV\">http:\/\/bit.ly\/1aPxfhV<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-28637\" style=\"float: left;\" alt=\"Sais de Marte tocam o gelo e produzem \u00e1gua l\u00edquida, mostra estudo com cientista brasileiro\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martian-salts-must-touch-ice-to-make-liquid-water-study-shows-lead-20140702.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2014\/07\/martian-salts-must-touch-ice-to-make-liquid-water-study-shows-lead-20140702.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/martian-salts-must-touch-ice-to-make-liquid-water-study-shows-lead-20140702-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/>N\u00e3o importa a temperatura congelante de Marte. Pequenas quantidades de \u00e1gua l\u00edquida podem se formar no planeta vermelho.<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":28637,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[25367,24610,24611,24617,25387,24,24616,25385],"tags":[1513,14451,16630],"beat":[],"class_list":["post-22275","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture-pt-br","category-arts-culture","category-business-economy","category-international","category-international-pt-br","category-portuguese-translations","category-science-technology","category-science-technology-pt-br","tag-phoenix","tag-planeta","tag-terra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22275","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22275"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22275\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22275"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=22275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}