{"id":22314,"date":"2014-08-01T17:42:08","date_gmt":"2014-08-01T17:42:08","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2014\/08\/01\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor\/"},"modified":"2014-08-01T17:42:08","modified_gmt":"2014-08-01T17:42:08","slug":"aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor\/","title":{"rendered":"Aprendendo o cheiro do medo: M\u00e3es ensinam aos beb\u00eas seus pr\u00f3prios medos atrav\u00e9s do odor"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisa da UM em ratos pode ajudar a explicar como os efeitos do trauma podem se estender por gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: left; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-28709\" style=\"margin: auto;\" alt=\"O estudo envolveu m\u00e3es e filhotes de ratos e descobriram que as m\u00e3es condicionados a temer o cheiro de hortel\u00e3-pimenta que poderiam transmitir medo aos seus filhos simplesmente por que exalava o odor enquanto sentimento de que o medo. (Foto ilustra\u00e7\u00e3o - animais de pesquisa n\u00e3o mostrado)\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor-orig-20140801.jpg\" height=\"237\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2014\/08\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor-orig-20140801.jpg 440w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor-orig-20140801-300x237.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span style=\"clear: both; width: 300px; display: block;\">O estudo envolveu m\u00e3es e filhotes de ratos e descobriram que as m\u00e3es condicionados a temer o cheiro de hortel\u00e3-pimenta que poderiam transmitir medo aos seus filhos simplesmente por que exalava o odor enquanto sentimento de que o medo. (Foto ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; animais de pesquisa n\u00e3o mostrado)<\/span><\/span>ANN ARBOR, Michigan \u2014 Os beb\u00eas podem aprender do que ter medo nos primeiros dias de vida apenas por sentir o cheiro de suas m\u00e3es angustiadas, sugere uma nova pesquisa. E n\u00e3o apenas medos &#8220;naturais&#8221;: se uma m\u00e3e sentiu algo, mesmo antes da gravidez, que a fez temer algo espec\u00edfico, seu beb\u00ea aprender\u00e1 rapidamente a ter o mesmo medo, atrav\u00e9s do odor que ela exala quando sente esse medo.<\/p>\n<p>Na primeira observa\u00e7\u00e3o direta deste tipo de transmiss\u00e3o de medo, uma equipe da Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan e da Universidade de Nova York estudou os ratos de m\u00e3es que tinham aprendido a temer o cheiro de hortel\u00e3-pimenta \u2013 e mostrou como elas &#8220;ensinaram&#8221; este medo a seus beb\u00eas em seus primeiros dias de vida atrav\u00e9s de um alarme de odor lan\u00e7ado durante o per\u00edodo de afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um novo estudo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences, a equipe relata como eles localizaram a \u00e1rea espec\u00edfica do c\u00e9rebro onde esta transmiss\u00e3o de medo se enra\u00edza nos primeiros dias de vida.<\/p>\n<p>As descobertas em animais podem ajudar a explicar um fen\u00f4meno que tem intrigado os especialistas em sa\u00fade mental por gera\u00e7\u00f5es: como a experi\u00eancia traum\u00e1tica de uma m\u00e3e pode afetar seus filhos de forma profunda, mesmo quando isso acontece muito antes de eles nascerem.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m esperam que esse estudo seja o in\u00edcio de uma melhor compreens\u00e3o do porque nem todos os filhos de m\u00e3es com grandes fobias, ou outros transtornos de ansiedade e depress\u00e3o, experimentam os mesmos efeitos.<br \/>&#8220;Durante os primeiros dias de vida de um camundongo infantil, eles s\u00e3o imunes a aprender informa\u00e7\u00f5es sobre perigos ambientais. Mas se sua m\u00e3e \u00e9 a fonte de informa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a, descobrimos que eles podem aprender com ela e desenvolver mem\u00f3rias duradouras,&#8221; diz Jacek Debiec, m\u00e9dica psiquiatra e neurocientista da UM, que liderou a pesquisa.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa pesquisa demonstra que as crian\u00e7as podem aprender com as express\u00f5es de medo materna, muito cedo na vida,&#8221; acrescenta. &#8220;Mesmo antes delas vivenciarem suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, elas basicamente adquirem as experi\u00eancias de suas m\u00e3es. Mais importante ainda, essas mem\u00f3rias maternalmente transmiss\u00edveis s\u00e3o duradouras, considerando que outros tipos de aprendizagem infantil, se n\u00e3o repetidas, desaparecem rapidamente.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Olhando atentamente dentro do c\u00e9rebro com medo<\/strong><\/p>\n<p>Debiec, que trata de crian\u00e7as e m\u00e3es com ansiedade no Departamento de Psiquiatria da UM, observa que a pesquisa com os camundongos permite que o cientista veja o que est\u00e1 acontecendo dentro do c\u00e9rebro durante a transmiss\u00e3o de medo, de uma maneira que jamais poderia ser feita em seres humanos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ensinaram os camundongos f\u00eameas a temerem o cheiro de hortel\u00e3-pimenta, os expondo a suaves, desagrad\u00e1veis choques el\u00e9tricos enquanto eles sentiam o cheiro do aroma, antes de estarem gr\u00e1vidas. Ent\u00e3o depois de darem \u00e0 luz, a equipe expunha as m\u00e3es ao cheiro mentolado, sem os choques, para provocar a rea\u00e7\u00e3o de medo. Eles tamb\u00e9m usaram um grupo de compara\u00e7\u00e3o de ratos f\u00eameas que n\u00e3o temiam a hortel\u00e3-pimenta.<\/p>\n<p>Os filhotes de ambos os grupos de m\u00e3es foram expostos ao cheiro do hortel\u00e3-pimenta, sob diversas condi\u00e7\u00f5es com e sem as m\u00e3es presentes.<\/p>\n<p>Usando imagens especiais do c\u00e9rebro e estudos da atividade gen\u00e9tica em c\u00e9lulas cerebrais individuais e de cortisol no sangue, eles focaram em uma estrutura cerebral chamada &#8220;am\u00edgdala lateral&#8221; como o local-chave para o aprendizado de medos. Durante a vida adulta, esta \u00e1rea \u00e9 a chave para detectar e planejar respostas a amea\u00e7as \u2013 ent\u00e3o faz sentido que ela tamb\u00e9m seja o centro de aprendizagem de novos medos.<\/p>\n<p>Mas o fato de que esses medos podem ser aprendidos de maneira duradoura, durante um per\u00edodo em que a capacidade do beb\u00ea camundongo em aprender diretamente qualquer temor foi naturalmente suprimida, \u00e9 o que torna as novas descobertas t\u00e3o interessantes, diz Debiec.<\/p>\n<p>A equipe ainda mostrou que os rec\u00e9m-nascidos podem aprender medos de suas m\u00e3es, mesmo quando as m\u00e3es n\u00e3o estavam presentes. S\u00f3 o perfume da m\u00e3e reagindo ao cheiro do hortel\u00e3-pimenta que ela temia, foi o suficiente para faz\u00ea-los temer a mesma coisa.<\/p>\n<p>Mesmo quando apenas o odor da m\u00e3e com medo foi canalizado por uma c\u00e2mara, onde o camundongo beb\u00ea foi exposto ao cheiro de menta, os beb\u00eas desenvolveram um medo do mesmo cheiro, e seus n\u00edveis de cortisol do sangue aumentavam quando eles sentiam o cheiro.<\/p>\n<p>E quando os pesquisadores deram uma subst\u00e2ncia que bloqueava a atividade na am\u00edgdala aos beb\u00eas camundongos, eles n\u00e3o conseguiram aprender o medo de hortel\u00e3-pimenta, do cheiro de suas m\u00e3es. Isto sugere, Debiec diz, que podem haver maneiras de intervir para impedir as crian\u00e7as de aprenderem respostas ao medo irracional ou prejudicial de suas m\u00e3es, ou reduzir o seu impacto.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos: de animais para os seres humanos<\/strong><\/p>\n<p>A nova pesquisa se baseia no que os cientistas aprenderam ao longo do tempo sobre os circuitos do medo no c\u00e9rebro e no que pode dar errado com ele. Esse trabalho tem ajudado os psiquiatras a desenvolverem novos tratamentos para pacientes humanos com fobias e outros transtornos de ansiedade \u2013 por exemplo, terapia de exposi\u00e7\u00e3o que os ajude a superar medos, ao confrontarem gradualmente a coisa ou a experi\u00eancia que cause o medo deles.<\/p>\n<p>Da mesma forma, Debiec tamb\u00e9m espera que explorar as ra\u00edzes do medo na inf\u00e2ncia e como o trauma materno pode afetar as gera\u00e7\u00f5es seguintes, podem ajudar pacientes humanos. Apesar de ainda ser cedo para saber se o mesmo efeito, baseado no odor, acontece entre m\u00e3es humanas e seus beb\u00eas, h\u00e1 o fato de que o perfume de uma m\u00e3e pode sim acalmar beb\u00eas humanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-28708\" style=\"float: left;\" alt=\"Aprendendo o cheiro do medo: M\u00e3es ensinam aos beb\u00eas seus pr\u00f3prios medos atrav\u00e9s do odor\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor-lead-20140801.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2014\/08\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor-lead-20140801.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo-o-cheiro-do-medo-maes-ensinam-aos-bebes-seus-proprios-medos-atraves-do-odor-lead-20140801-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":28708,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[24610,25367,25373,25376,25387,25390,24,24616,25385],"tags":[12848,15522,15525,16752,12846,12829,16455,12869,13555,13157],"beat":[],"class_list":["post-22314","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture","category-arts-culture-pt-br","category-education-society-pt-br","category-environment-pt-br","category-international-pt-br","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","category-science-technology","category-science-technology-pt-br","tag-eles","tag-mae","tag-maes","tag-mesmo","tag-pesquisa","tag-podem","tag-quando","tag-seus","tag-suas","tag-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22314\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28708"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22314"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=22314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}