{"id":22953,"date":"2015-06-16T14:48:48","date_gmt":"2015-06-16T14:48:48","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2015\/06\/16\/refrigerante-normal-por-favor-hormonio-que-diferencia-acucar-e-adocantes-dieteticos-pode-existir-em-seres-humanos\/"},"modified":"2015-06-16T14:48:48","modified_gmt":"2015-06-16T14:48:48","slug":"refrigerante-normal-por-favor-hormonio-que-diferencia-acucar-e-adocantes-dieteticos-pode-existir-em-seres-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/refrigerante-normal-por-favor-hormonio-que-diferencia-acucar-e-adocantes-dieteticos-pode-existir-em-seres-humanos\/","title":{"rendered":"Refrigerante normal, por favor! Horm\u00f4nio que diferencia a\u00e7\u00facar e ado\u00e7antes diet\u00e9ticos pode existir em seres humanos"},"content":{"rendered":"<p>ANN ARBOR- N\u00f3s todos j\u00e1 passamos por uma situa\u00e7\u00e3o similar: comemos uma caixa inteira de biscoitos sem gordura ou fat-free e de baixa caloria. Quinze minutos depois, estamos nos empanturrando com outros alimentos.<\/p>\n<p> <iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I2mHQY_zTC0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe> <\/p>\n<p>Uma teoria usada para explicar esse fen\u00f4meno \u00e9 que os ado\u00e7antes artificiais n\u00e3o cont\u00eam as calorias ou a energia que nossos c\u00e9rebros aprenderam, atrav\u00e9s da evolu\u00e7\u00e3o, a esperar dos alimentos de sabor doce &#8211; para que esses ado\u00e7antes n\u00e3o enganem o c\u00e9rebro para satisfazer a fome. No entanto, at\u00e9 agora, ningu\u00e9m entendia como os organismos distinguiam entre a\u00e7\u00facar real e o ado\u00e7ante artificial.<\/p>\n<p>Agora, uma pesquisadora da Universidade de Michigan descobriu como o c\u00e9rebro de uma mosca da fruta diferencia os dois. Porque essa maquin\u00e1ria molecular est\u00e1 presente nos intestinos e no c\u00e9rebro dos seres humanos em uma escala maior, Monica Dus, professora assistente do Departamento de Biologia Molecular, Celular e Biologia do Desenvolvimento da Universidade de Michigan, acredita que os c\u00e9rebros humanos diferenciam da mesma forma.<br \/>Moscas das frutas e seres humanos compartilham cerca de 75 por cento dos mesmos genes causadores de doen\u00e7as, diz Dus, autora do estudo &#8211; que est\u00e1 publicado no jornal Neuron.<\/p>\n<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: right; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-29659\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Monica Dus\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-Dus-orig-20150611.jpg\" height=\"450\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-Dus-orig-20150611.jpg 2626w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-Dus-orig-20150611-200x300.jpg 200w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-Dus-orig-20150611-768x1152.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-Dus-orig-20150611-682x1024.jpg 682w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span style=\"clear: both; width: 300px; display: block;\">Monica Dus<\/span><\/span>&#8220;Podemos perguntar: &#8216;Ser\u00e1 que esses genes funcionam da mesma forma em humanos, na hora de diferenciar a\u00e7\u00facar real de ado\u00e7ante artificial?'&#8221;, disse Dus. &#8220;As partes e pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7a est\u00e3o l\u00e1, por isso \u00e9 realmente poss\u00edvel que estes genes funcionem de forma semelhante. Al\u00e9m disso, j\u00e1 sab\u00edamos que o c\u00e9rebro humano poderia conhecer a diferen\u00e7a entre o a\u00e7\u00facar real e falso, s\u00f3 n\u00e3o sab\u00edamos como.&#8221;<\/p>\n<p>Dus e os colaboradores Greg Suh e Jason Lai, da Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque, privaram as moscas da fruta de comida por v\u00e1rias horas e, em seguida, ofereceram duas dietas, uma com ado\u00e7antes n\u00e3o nutritivos e outra com a\u00e7\u00facar real. Quando as moscas lamberam o a\u00e7\u00facar real, foi ativado um grupo de seis neur\u00f4nios que lan\u00e7aram um horm\u00f4nio com receptores no intestino e no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O horm\u00f4nio impulsionou a digest\u00e3o e autorizou a mosca a lamber mais do alimento nutritivo. Por outro lado, quando a mosca lambeu a dieta com ado\u00e7ante, n\u00e3o produziu esta rea\u00e7\u00e3o horm\u00f4nio\/digest\u00e3o porque o ado\u00e7ante sem calorias n\u00e3o tem qualquer valor nutricional ou energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>Em todos os casos, as moscas abandonaram o ado\u00e7ante artificial e buscaram o a\u00e7\u00facar normal, pois as moscas famintas precisavam da energia fornecida pelas calorias do a\u00e7\u00facar real.<\/p>\n<p>De uma perspectiva evolucion\u00e1ria, sabor doce significa a\u00e7\u00facar (tradicionalmente \u00e0 base de frutas ou alta concentra\u00e7\u00e3o de carboidratos) e um subsequente alto impulso de energia. As moscas da fruta n\u00e3o podem ligar para pedir uma pizza &#8211; se elas comem algo doce, seus c\u00e9rebros esperam calorias e \u00e9 por isso que elas escolheram o a\u00e7\u00facar regular, diz Dus.<\/p>\n<p>Se nossos c\u00e9rebros funcionam da mesma maneira, isso ajuda a explica por que alimentos diet n\u00e3o nos satisfazem, e n\u00f3s ganhamos peso durante uma dieta, diz ela. \u00c9 compar\u00e1vel a uma pessoa comer uma caixa inteira de biscoitos de baixa caloria e o corpo dizer que ainda est\u00e1 com fome. A pessoa continua ingerindo &#8220;alimentos&#8221; at\u00e9 que ela come algo com valor nutricional que atenda \u00e0s suas necessidades de energia.<\/p>\n<p>A mosca da fruta tem cerca de 100 mil neur\u00f4nios e o c\u00e9rebro humano tem cerca de 86 bilh\u00f5es. Os seis neur\u00f4nios identificados nas moscas da fruta est\u00e3o mais ou menos no mesmo lugar no c\u00e9rebro humano, o que elimina uma quantidade grande de especula\u00e7\u00f5es e permite que pesquisadores se concentrem em um s\u00f3 local. Os neur\u00f4nios se disparam apenas quando se deparam com a\u00e7\u00facar real, que fornece uma maneira muito elegante para o c\u00e9rebro diferenciar entre o a\u00e7\u00facar real e ado\u00e7antes artificiais, uma vez que gosto \u00e9 semelhante.<\/p>\n<p>Atual estudo completo: <a href=\"http:\/\/www.cell.com\/neuron\/abstract\/S0896-6273%2815%2900471-7\">Nutrient Sensor in the Brain Directs the Action of the Brain-Gut Axis in Drosophila<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/www.lsa.umich.edu\/mcdb\/people\/ci.dusmonica_ci.detail\">Monica Dus<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/www.lsa.umich.edu\/mcdb\">UM Department of Molecular, Celular e Biologia do Desenvolvimento<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-29669\" alt=\"Refrigerante normal, por favor! Horm\u00f4nio que diferencia a\u00e7\u00facar e ado\u00e7antes diet\u00e9ticos pode existir em seres humanos\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-lead-20150611.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-lead-20150611.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/regular-soda-please-hormone-that-differentiates-sugar-diet-sweeteners-could-exist-in-humans-lead-20150611-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":29669,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[25367,24610,24611,25378,24614,24,25385],"tags":[18619,12874,14186],"beat":[],"class_list":["post-22953","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture-pt-br","category-arts-culture","category-business-economy","category-health-pt-br","category-health","category-portuguese-translations","category-science-technology-pt-br","tag-energia","tag-entre","tag-neuronios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22953\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22953"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=22953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}