{"id":22977,"date":"2015-06-23T20:35:01","date_gmt":"2015-06-23T20:35:01","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2015\/06\/23\/apenas-uma-picada-nova-tecnologia-poderia-encontrar-pequenos-sinais-de-cancer-no-sangue\/"},"modified":"2015-06-23T20:35:01","modified_gmt":"2015-06-23T20:35:01","slug":"apenas-uma-picada-nova-tecnologia-poderia-encontrar-pequenos-sinais-de-cancer-no-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/apenas-uma-picada-nova-tecnologia-poderia-encontrar-pequenos-sinais-de-cancer-no-sangue\/","title":{"rendered":"Apenas uma picada: nova tecnologia poderia encontrar pequenos sinais de c\u00e2ncer no sangue"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: right; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-29706\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram uma t\u00e9cnica que lhes permite identificar de forma eficiente trechos de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas chamadas microRNAs no sangue. O avan\u00e7o pode um dia levar a uma forma de digitalizar para v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer de uma vez com um simples exame de sangue. Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, os fios vermelhos, azuis e pretas representam diferentes microRNAs que, na nova t\u00e9cnica, ligar e desligar a DNA, que \u00e9 cinza na imagem. O DNA fluorescente brilha quando um adidos de RNA e o padr\u00e3o particular de piscar diz aos investigadores que microRNA tem em anexo. Cr\u00e9dito da imagem: MolGraphics\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-orig-20150622.jpg\" height=\"424\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-orig-20150622.jpg 2687w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-orig-20150622-212x300.jpg 212w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-orig-20150622-768x1086.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-orig-20150622-724x1024.jpg 724w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span style=\"clear: both; width: 300px; display: block;\">Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram uma t\u00e9cnica que lhes permite identificar de forma eficiente trechos de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas chamadas microRNAs no sangue. O avan\u00e7o pode um dia levar a uma forma de digitalizar para v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer de uma vez com um simples exame de sangue. Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, os fios vermelhos, azuis e pretas representam diferentes microRNAs que, na nova t\u00e9cnica, ligar e desligar a DNA, que \u00e9 cinza na imagem. O DNA fluorescente brilha quando um adidos de RNA e o padr\u00e3o particular de piscar diz aos investigadores que microRNA tem em anexo. Cr\u00e9dito da imagem: MolGraphics<\/span><\/span>ANN ARBOR \u2014 Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um m\u00e9todo que poderia ajudar na detec\u00e7\u00e3o de mais de 100 diferentes tipos de c\u00e2ncer como uma \u00fanica prova de sangue.<\/p>\n<p>A equipe de cientistas diz que este novo m\u00e9todo poderia abrir a porta para um exame de sangue simples e de baixo custo.<\/p>\n<p>&#8220;Isto poderia levar \u00e0 uma tecnologia que permite a detec\u00e7\u00e3o precoce de pessoas com risco para o c\u00e2ncer, da detec\u00e7\u00e3o precoce de recorr\u00eancias em sobreviventes de c\u00e2ncer e tamb\u00e9m uma melhor e mais r\u00e1pida avalia\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia dos tratamentos contra o c\u00e2ncer nos pacientes,&#8221; disse o m\u00e9dico Muneesh Tewari, professor de pesquisa da Faculdade de Medicina Interna da U-M e professor associado de Engenharia Biom\u00e9dica na Escola de Engenharia.<\/p>\n<p>Ainda se pode demorar anos para que esta tecnologia esteja dispon\u00edvel para uso cl\u00ednico de rotina. Mas os pesquisadores t\u00eam grandes esperan\u00e7as de que essa t\u00e9cnica ultrassens\u00edvel possa detectar em uma part\u00edcula de fluido, um \u00fanico sinal de nano escala.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos desenvolvendo um novo paradigma, um novo princ\u00edpio para a detec\u00e7\u00e3o de qualquer tipo de ARN no sangue,&#8221; disse Nils Walter, professor de Qu\u00edmica e Biof\u00edsica da Faculdade de Literatura, Ci\u00eancia e Artes, da U-M. O estudo foi publicado na Nature Biotechnology.<\/p>\n<p>O ARN, ou \u00e1cido ribonucleico, \u00e9 uma classe de mol\u00e9cula cujos membros desempenham pap\u00e9is importantes na constru\u00e7\u00e3o dos seres vivos, do seu DNA. Durante d\u00e9cadas, os cientistas pensaram que o ARN era principalmente um mensageiro, que transportava informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do DNA para os locais onde as c\u00e9lulas fazem as mol\u00e9culas de prote\u00ednas, que essencialmente seguem as instru\u00e7\u00f5es codificadas em nossos genes.<\/p>\n<p>Mas quando os cientistas terminaram o sequenciamento do genoma humano em 2003, eles aprenderam que 90 por cento deles cont\u00e9m instru\u00e7\u00f5es para produzir um ARN. E a maior parte desse ARN n\u00e3o \u00e9 o tipo mensageiro que ajuda a produzir prote\u00ednas.<\/p>\n<p>&#8220;O campo da bioqu\u00edmica tem cerca de 100 anos,&#8221; disse Walter. &#8220;E por muito tempo, n\u00f3s est\u00e1vamos focados em prote\u00ednas. \u00c9 quase como se n\u00f3s estiv\u00e9ssemos estudando a coisa errada.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O ARN \u00e9 profundamente importante para compreender e manipular a vida dos mam\u00edferos e a humana, ainda assim, \u00e9 indiscutivelmente o material gen\u00e9tico menos estudado na c\u00e9lula mam\u00edfera. Estamos apenas no in\u00edcio das grandes descobertas de suas fun\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>As micro mol\u00e9culas de ARN, por exemplo, s\u00e3o filamentos curtos que podem ligar para o ARN mensageiro, interceptando a expedi\u00e7\u00e3o e impedindo que peda\u00e7os do c\u00f3digo gen\u00e9tico seja colocado em a\u00e7\u00e3o. Existem mais de 1.000 variedades em nossos corpos.<\/p>\n<p>Direta ou indiretamente, eles controlam praticamente todos os processos principais da vida, dizem os pesquisadores. Ter muito pouco ou demais de um determinado micro ARN pode potencialmente impulsionar o crescimento do tumor.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas cancerosas s\u00e3o descendentes de c\u00e9lulas saud\u00e1veis, ent\u00e3o elas tamb\u00e9m cont\u00eam o micro ARN. Os pequenos filamentos de material gen\u00e9tico foram detectados no sangue antes (embora n\u00e3o muito eficientemente) e os cientistas t\u00eam v\u00e1rias hip\u00f3teses sobre como eles chegam l\u00e1.<\/p>\n<p>Eles podem ser liberados quando uma c\u00e9lula cancerosa morre e rompe. E as c\u00e9lulas, incluindo as cancerosas, podem se comunicar uma com a outra atrav\u00e9s dos micros ARNs, que elas enviam para a corrente sangu\u00ednea para atuar como horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>Os micros ARNs transmitidos pelo sangue seriam os sinais ou &#8220;far\u00f3is&#8221; de c\u00e2ncer, que essa nova t\u00e9cnica poderia detectar eficientemente em pacientes, dizem os pesquisadores.<\/p>\n<p>Em seus experimentos, os cientistas revestiram uma l\u00e2mina de vidro com mol\u00e9culas chamadas &#8220;sondas de captura&#8221; que agarrariam os micros ARNs em suas imedia\u00e7\u00f5es. Em seguida, em ensaios diferentes, adicionaram \u00e0s amostras, solu\u00e7\u00f5es contendo cinco diferentes micros ARNs. Em um caso, a solu\u00e7\u00e3o que carregava os micros ARNs era soro de sangue humano \u2014 um componente fluido com as c\u00e9lulas do sangue removido.<\/p>\n<p>Para dizer a eles que o ARN tinha sido capturado por uma das sondas, eles dependiam de um terceiro tipo de mol\u00e9cula \u2014 os DNA fluorescentes que ligam para o micro ARN e emitem luz quando o fazem. Apenas sequ\u00eancias espec\u00edficas de DNA ir\u00e3o ligar para os ARNs particulares, assim variando a disposi\u00e7\u00e3o dos blocos de constru\u00e7\u00e3o das unidades b\u00e1sicas que fazem o DNA, os pesquisadores desenvolveram filamentos que se anexariam a diferentes micros ARNs.<\/p>\n<p>O que faz com que esse m\u00e9todo seja original \u00e9 que o DNA e RNA se conectam t\u00e3o fracamente que n\u00e3o ficam presos. Sequ\u00eancias de DNA se anexam e se desconectam do ARN em ritmos particulares. Quando os pesquisadores observam isto atrav\u00e9s de um microsc\u00f3pio de fluoresc\u00eancia super sens\u00edvel, parece que veem um vagalume piscar.<\/p>\n<p>Eles podem confirmar a captura de diferentes micros ARNs baseados na taxa de intermit\u00eancia \u2014 sua &#8220;cin\u00e9tica impress\u00e3o digital&#8221;. Apesar dos micros ARNs terem sido detectados anteriormente no soro do sangue, essa abordagem \u00e9 mais direta e praticamente n\u00e3o sofre nenhum falso-positivo.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 intitulado &#8220;Kinetic fingerprinting to identify and count single nucleic acids&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sites.lsa.umich.edu\/walter-lab\/\">Nils Walter<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/www.med.umich.edu\/intmed\/hemonc\/faculty\/Tewari.html\">Muneesh Tewari<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-29705\" alt=\"Apenas uma picada: nova tecnologia poderia encontrar pequenos sinais de c\u00e2ncer no sangue\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-lead-20150622.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-lead-20150622.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/new-tech-could-find-tiny-rna-cancer-beacons-in-blood-lead-20150622-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":29705,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[24610,25367,25370,25378,25387,24617,25390,24,25385,24616],"tags":[13341,1346,12848,12883,12829,16455],"beat":[],"class_list":["post-22977","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture","category-arts-culture-pt-br","category-business-economy-pt-br","category-health-pt-br","category-international-pt-br","category-international","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","category-science-technology-pt-br","category-science-technology","tag-celulas","tag-dna","tag-eles","tag-pesquisadores","tag-podem","tag-quando"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22977"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22977\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22977"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=22977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}