{"id":24081,"date":"2016-07-25T15:00:00","date_gmt":"2016-07-25T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2016\/07\/25\/pesquisadores-resolvem-a-estrutura-chave-das-proteinas-do-virus-zika\/"},"modified":"2016-07-25T15:00:00","modified_gmt":"2016-07-25T15:00:00","slug":"pesquisadores-resolvem-a-estrutura-chave-das-proteinas-do-virus-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/pesquisadores-resolvem-a-estrutura-chave-das-proteinas-do-virus-zika\/","title":{"rendered":"Pesquisadores &#8216;resolvem&#8217; a estrutura chave das prote\u00ednas do v\u00edrus Zika"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wf_caption\" style=\"float: right; display: inline-block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-31199\" style=\"margin: auto;\" alt=\"Uma equipe liderada pela Universidade de Michigan revelou a estrutura molecular de uma prote\u00edna produzida pelo v\u00edrus Zika. Essa prote\u00edna deve estar envolvida na reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e em sua intera\u00e7\u00e3o com o sistema imune do hospedeiro. A prote\u00edna NS1 \u00e9 produzida pelo flaviv\u00edrus, como o Zika, e liberada na corrente sangu\u00ednea dos doentes infectados, onde ela interage com o sistema imunit\u00e1rio do paciente. Aqui, as varia\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de carga negativa (vermelho) e \u00e1reas de carga positiva (azul) mostram como cada prote\u00edna NS1 se &quot;sentiriam&quot; diferentes para o sistema imunol\u00f3gico. No entanto, o impacto dessas diferen\u00e7as ainda n\u00e3o \u00e9 bem compreendido. Os pesquisadores tamb\u00e9m analisaram mudan\u00e7as e evolu\u00e7\u00e3o na prote\u00edna como o v\u00edrus Zika \u00e0 partir do seu surgimento em Uganda, at\u00e9 o atual surto no Brasil. Fonte: Brown, Akey, Natureza Estrutural e Biologia Molecular.\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-20160722-orig.jpg\" height=\"101\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-20160722-orig.jpg 2000w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-20160722-orig-300x101.jpg 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-20160722-orig-768x257.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-20160722-orig-1024x343.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><span style=\"clear: both; width: 300px; display: block;\">Uma equipe liderada pela Universidade de Michigan revelou a estrutura molecular de uma prote\u00edna produzida pelo v\u00edrus Zika. Essa prote\u00edna deve estar envolvida na reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e em sua intera\u00e7\u00e3o com o sistema imune do hospedeiro. A prote\u00edna NS1 \u00e9 produzida pelo flaviv\u00edrus, como o Zika, e liberada na corrente sangu\u00ednea dos doentes infectados, onde ela interage com o sistema imunit\u00e1rio do paciente. Aqui, as varia\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de carga negativa (vermelho) e \u00e1reas de carga positiva (azul) mostram como cada prote\u00edna NS1 se &#8220;sentiriam&#8221; diferentes para o sistema imunol\u00f3gico. No entanto, o impacto dessas diferen\u00e7as ainda n\u00e3o \u00e9 bem compreendido. Os pesquisadores tamb\u00e9m analisaram mudan\u00e7as e evolu\u00e7\u00e3o na prote\u00edna como o v\u00edrus Zika \u00e0 partir do seu surgimento em Uganda, at\u00e9 o atual surto no Brasil. Fonte: Brown, Akey, Natureza Estrutural e Biologia Molecular.<\/span><\/span>ANN ARBOR\u2014Pesquisadores acabam de revelar a estrutura molecular de uma prote\u00edna produzida pelo v\u00edrus Zika. Segundo indica\u00e7\u00f5es do estudo, essa prote\u00edna est\u00e1 envolvida na reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e sua intera\u00e7\u00e3o com o sistema imunol\u00f3gico do hospedeiro.<\/p>\n<p>Os resultados fornecem novas informa\u00e7\u00f5es sobre o papel da prote\u00edna NS1 nas infec\u00e7\u00f5es do v\u00edrus Zika aos cientistas espalhados pelo mundo. Al\u00e9m disso, expande a compreens\u00e3o dos cientistas sobre a fam\u00edlia flaviv\u00edrus, que inclui doen\u00e7as como a dengue, v\u00edrus do Oeste do Nilo e febre amarela.<\/p>\n<p>O estudo foi conduzido pela Universidade de Michigan, em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade de Purdue.<\/p>\n<p>&#8220;Ter a estrutura de todo o comprimento da prote\u00edna NS1 fornece novas informa\u00e7\u00f5es que podem ajudar a guiar o projeto de uma potencial vacina ou drogas antivirais,&#8221; disse a principal autora do estudo Janet Smith, diretora do Centro de Biologia Estrutural, do Instituto de Ci\u00eancias da Vida da U-M.<\/p>\n<p>&#8220;Os pesquisadores ainda est\u00e3o trabalhando para compreender precisamente como o Zika e outros flaviv\u00edrus interagem com o sistema imunol\u00f3gico de uma pessoa infectada,&#8221; Smith disse. &#8220;Ter esses detalhes do n\u00edvel at\u00f4mico podem ajudar os cientistas a fazerem melhores perguntas e a projetarem experimentos mais significativos, enquanto n\u00f3s continuamos a aprender novas informa\u00e7\u00f5es.&#8221;<br \/>As conclus\u00f5es est\u00e3o agendadas para publica\u00e7\u00e3o online no dia 25 de julho, na Nature Structural &amp; Molecular Biology. No in\u00edcio deste ano, os cientistas da China publicaram a estrutura parcial.<\/p>\n<p>O v\u00edrus Zika &#8211; transmitido por mosquitos &#8211; est\u00e1 rodeando por d\u00e9cadas, mas recentemente se transformou em um problema emergencial de sa\u00fade internacional, depois de ter sido associado a defeitos de nascimento e com a s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9, que se espalhou rapidamente na Am\u00e9rica Central e do Sul.<\/p>\n<p>Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vacina ou tratamento, embora v\u00e1rias empresas anunciaram planos para tentar desenvolv\u00ea-los.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar da semelhan\u00e7a com outros v\u00edrus relacionados, n\u00f3s descobrimos que a estrutura NS1 do Zika tem algumas diferen\u00e7as importantes,&#8221; disse W. Clay Brown, diretor cient\u00edfico do Centro de Biologia Estrutural (Center for Structural Biology) da U-M.<\/p>\n<p>A nova estrutura 3-D, que foi obtida atrav\u00e9s de cristalografia de raios-X e microscopia eletr\u00f4nica, revelou que a superf\u00edcie externa da prote\u00edna NS1 tem propriedades de carga el\u00e9trica substancialmente diferentes dos outros flaviv\u00edrus \u2014 indicando que podem interagir de forma diferente com os membros do sistema imunol\u00f3gico de uma pessoa infectada.<\/p>\n<p>Este estudo tamb\u00e9m foi o primeiro a capturar a estrutura molecular dos &#8216;la\u00e7os flex\u00edveis nas asas da prote\u00edna&#8217;, que n\u00e3o tinha sido vista em estudos anteriores.<\/p>\n<p>&#8220;Isto \u00e9 muito importante, pois indica uma intera\u00e7\u00e3o com a membrana celular do hospedeiro e um poss\u00edvel mecanismo pelo qual a NS1 realiza suas v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es,&#8221; disse o coautor do estudo, Richard Kuhn, professor de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Purdue.<\/p>\n<p>&#8220;Ver essas diferen\u00e7as fornecem novos conhecimentos que nos ajudam a entender melhor a prote\u00edna NS1,&#8221; disse Kuhn, membro da equipa de investiga\u00e7\u00e3o que determinou primeiro a estrutura do v\u00edrus Zika. &#8220;Compreender a sua estrutura e suas fun\u00e7\u00f5es nos ajudam a identificar alvos para que os inibidores bloqueiem importantes processos virais e tratem a infec\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>A equipe tamb\u00e9m analisou as altera\u00e7\u00f5es na sequ\u00eancia gen\u00e9tica da prote\u00edna Zika NS1 ao longo do tempo. &#8220;\u00c9 como o resfriado comum e o v\u00edrus da gripe v\u00edrus que mudam ao longo do tempo. O v\u00edrus Zika foi alterado durante sua propaga\u00e7\u00e3o ao redor do mundo, assim o NS1 em infec\u00e7\u00f5es brasileiras tem um aspecto diferente no sistema imunol\u00f3gico que seu ancestral africano,&#8221; disse David L. Akey, cientista de pesquisa no laborat\u00f3rio de Smith.<\/p>\n<p>A prote\u00edna NS1 (prote\u00edna n\u00e3o-estrutural 1) desempenha v\u00e1rios pap\u00e9is em infec\u00e7\u00f5es virais. No interior das c\u00e9lulas infectadas, \u00e9 essencial para fazer novas c\u00f3pias do v\u00edrus e infectar c\u00e9lulas adicionais. C\u00e9lulas infectadas tamb\u00e9m escondem pacotes de NS1 na corrente sangu\u00ednea do paciente, onde os n\u00edveis mais elevados t\u00eam sido associados com doen\u00e7as mais graves.<\/p>\n<p>A prote\u00edna em forma de cruz tem duas superf\u00edcies distintas. A superf\u00edcie interna \u00e9 &#8220;gordurosa&#8221; e acredita-se que interajam com as membranas celulares, enquanto a superf\u00edcie exterior, uma vez escondida no sangue, pode interagir com o sistema imunol\u00f3gico do paciente.<\/p>\n<p>Mesmo sem o v\u00edrus estar presente, a vers\u00e3o escondida de algumas prote\u00ednas NS1 podem criar hemorragias vasculares, como s\u00e3o vistas em infec\u00e7\u00f5es graves da dengue.<\/p>\n<p>Em 2014, muitos dos membros desta mesma equipe participaram do primeiro estudo para isolar e mapear a prote\u00edna NS1 da dengue e do v\u00edrus do Nilo Ocidental, que foi publicado na revista Science. &#8220;Isolar a prote\u00edna para estud\u00e1-la tem sido um desafio para os investigadores,&#8221; Smith disse na \u00e9poca. &#8220;Uma vez que descobrimos como fazer isso, ela foi cristalizada lindamente.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-31198\" alt=\"Pesquisadores 'resolvem' a estrutura chave das prote\u00ednas do v\u00edrus Zika\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-lead-20160725.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-lead-20160725.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/researchers-solve-key-zika-virus-protein-structure-lead-20160725-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":31198,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[24610,25367,25370,24611,25373,25378,24617,25387,24,24616,25385],"tags":[12868,14645,12829,14189,13698,12863,1592,19937],"beat":[],"class_list":["post-24081","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture","category-arts-culture-pt-br","category-business-economy-pt-br","category-business-economy","category-education-society-pt-br","category-health-pt-br","category-international","category-international-pt-br","category-portuguese-translations","category-science-technology","category-science-technology-pt-br","tag-foi","tag-novas","tag-podem","tag-proteina","tag-sistema","tag-tem","tag-virus","tag-zika"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24081"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24081\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24081"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=24081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}