{"id":24232,"date":"2016-09-29T17:40:11","date_gmt":"2016-09-29T17:40:11","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2016\/09\/29\/previsao-de-tempestades-solares-pode-evitar-desastre-energetico\/"},"modified":"2016-09-29T17:40:11","modified_gmt":"2016-09-29T17:40:11","slug":"previsao-de-tempestades-solares-pode-evitar-desastre-energetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/previsao-de-tempestades-solares-pode-evitar-desastre-energetico\/","title":{"rendered":"Previs\u00e3o de tempestades solares pode evitar desastre energ\u00e9tico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"float: right;\" alt=\"rendi\u00e7\u00e3o do artista de clima espacial.\" src=\"images\/2016\/solar-storms-regional-forecasts-set-to-begin-orig-20160928.jpg\" height=\"225\" width=\"300\" \/>ANN ARBOR &#8211; A partir da pr\u00f3xima semana, as previs\u00f5es dos efeitos das tempestades solares ir\u00e3o ajudar, pela primeira vez, a proteger a rede de energia e os sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00f5es regionais, devido \u00e0 uma nova ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Michigan e da Universidade Rice.<\/p>\n<p>As tempestades solares s\u00e3o correntes de part\u00edculas carregadas e campos eletromagn\u00e9ticos provenientes do sol que afetam o campo magn\u00e9tico do planeta. Altera\u00e7\u00f5es maiores podem enviar correntes prejudiciais para as linhas de energia, prejudicando as opera\u00e7\u00f5es e colocando em riscos transformadores muito caros. Elas tamb\u00e9m podem danificar sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>Hoje, os cientistas sabem que, quando uma tempestade vem em nossa dire\u00e7\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel prever qual regi\u00e3o da Terra ser\u00e1 a mais afetada. Assim, as empresas de servi\u00e7os p\u00fablicos e os operadores de sat\u00e9lites nem sempre podem limitar os danos aos seus sistemas cortando componentes-chave.<\/p>\n<p>Essa realidade vai mudar em 1 de Outubro, quando o Centro de Previs\u00e3o do Clima Espacial, da Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional (NOAA em ingl\u00eas) come\u00e7ar a usar um novo modelo de progn\u00f3stico geoespacial que poder\u00e1 fornecer dados de cada \u00e1rea de 350 milhas quadradas da Terra, e at\u00e9 45 minutos antes de uma tempestade solar.<\/p>\n<p>&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que as concession\u00e1rias ter\u00e3o uma previs\u00e3o regional dos efeitos do clima espacial com anteced\u00eancia&#8221;, disse Dan Welling, cientista de pesquisa no Departamento do Clima e Ci\u00eancia Espacial e Engenharia da U-M e um dos desenvolvedores do modelo. &#8220;Em compara\u00e7\u00e3o com a previs\u00e3o do tempo, isso soa como um passo trivial, mas em termos de clima espacial, \u00e9 um grande passo.&#8221;<\/p>\n<p>Os seres humanos n\u00e3o experimentam uma tempestade solar catastr\u00f3fica desde a instala\u00e7\u00e3o de redes el\u00e9tricas e do lan\u00e7amento de sat\u00e9lites. Em setembro 1859, uma poderosa tempestade geomagn\u00e9tica solar, conhecida como &#8220;Evento Carrington,&#8221; atingiu a Terra, causando uma ruptura significativa, mas naquela \u00e9poca haviam somente cabos telegr\u00e1ficos. Estes continuaram a receber mensagens mesmo depois de serem desconectados.<\/p>\n<p>Se um evento semelhante ocorresse hoje &#8220;realmente seria muito pior do que um grande desastre provocado por um furac\u00e3o&#8221;, disse Gabor Toth, professor de investiga\u00e7\u00e3o no Departamento do Clima e Ci\u00eancia Espacial e Engenharia da U-M e tamb\u00e9m um dos desenvolvedores do modelo.<\/p>\n<p>Os cortes de energia poderiam durar meses ou mais, uma vez que seria necess\u00e1rio um longo tempo para substituir os transformadores el\u00e9tricos danificados. Isso \u00e9 muito tempo na atual sociedade que depende de eletricidade para itens essenciais como comida, calor, \u00e1gua e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O modelo de Geospace vai nos ajudar a fornecer informa\u00e7\u00f5es mais eficientes \u00e0 North American Electric Reliability Corporation (Corpora\u00e7\u00e3o de Confiabilidade El\u00e9trica da Am\u00e9rica do Norte), e atrav\u00e9s da empresa, para as operadoras de rede cujas decis\u00f5es afetam mais de 334 milh\u00f5es de pessoas nos EUA e no Canad\u00e1 &#8220;, disse Howard Cantor, cientista-chefe do Centro de Previs\u00e3o de Clima Espacial. &#8220;Nossas proje\u00e7\u00f5es ser\u00e3o utilizadas para fornecer, pela primeira vez, as informa\u00e7\u00f5es regionais process\u00e1veis necess\u00e1rias para reduzir o risco de clima espacial extremo.&#8221;<\/p>\n<p>Os cientistas estimam que h\u00e1 uma chance de at\u00e9 12% da Terra ser atingida por uma tempestade solar extrema na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Em 2012, o &#8220;Evento Carrington&#8221; cruzou a \u00f3rbita da Terra a apenas uma semana de impacto. Desde ent\u00e3o, passos importantes foram tomados. Em junho de 2014, a Comiss\u00e3o Federal Regulat\u00f3ria de Energia come\u00e7ou a exigir que as empresas de servi\u00e7os p\u00fablicos se preparassem para as tempestades solares. E em 2015, a Casa Branca divulgou um plano de a\u00e7\u00e3o sobre o clima espacial.<\/p>\n<p>O clima espacial extremo pode ocorrer a qualquer momento, mas, historicamente, as tempestades mais fortes tendem a atingir durante a fase de decl\u00ednio do ciclo de atividade de 22 anos do sol.<\/p>\n<p>Links relacionados:<br \/><a href=\"http:\/\/dme.engin.umich.edu\/spaceweather\/\">Lights Out: A tale of disaster and the science behind it<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/www.engin.umich.edu\/college\/about\/news\/stories\/2013\/december\/space-weather\">Michigan space weather model selected for national use<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"http:\/\/www.engin.umich.edu\/college\/about\/news\/stories\/2013\/december\/space-weather\" src=\"images\/2016\/solar-storms-regional-forecasts-set-to-begin-lead-20160928.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[24610,25367,25373,25387,24617,24,25385,24616],"tags":[18619,12829,861,16630,13556],"beat":[],"class_list":["post-24232","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arts-culture","category-arts-culture-pt-br","category-education-society-pt-br","category-international-pt-br","category-international","category-portuguese-translations","category-science-technology-pt-br","category-science-technology","tag-energia","tag-podem","tag-solar","tag-terra","tag-vez"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24232"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24232\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24232"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=24232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}