{"id":24692,"date":"2017-03-23T18:00:00","date_gmt":"2017-03-23T18:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2017\/03\/23\/e-realmente-sobre-mim-nao-sobre-voce\/"},"modified":"2017-03-23T18:00:00","modified_gmt":"2017-03-23T18:00:00","slug":"e-realmente-sobre-mim-nao-sobre-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/e-realmente-sobre-mim-nao-sobre-voce\/","title":{"rendered":"\u00c9 realmente sobre mim, n\u00e3o sobre &#8216;voc\u00ea\u2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-31936\" style=\"float: right;\" alt=\"\u00c9 realmente sobre mim, n\u00e3o sobre 'voc\u00ea\u2019\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-orig-20170322.png\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-orig-20170322.png 800w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-orig-20170322-150x150.png 150w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-orig-20170322-300x300.png 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-orig-20170322-768x768.png 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/>ANN ARBOR\u2014Para lidar com experi\u00eancias negativas ou compartilhar uma descoberta, as pessoas costumam usar a palavra &#8220;voc\u00ea&#8221; ao inv\u00e9s de &#8220;eu&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea&#8221; \u00e9 uma palavra negligenciada que as pessoas usam geralmente para expressar normas e regras, descobriu uma nova pesquisa da Universidade de Michigan.<\/p>\n<p>Os investigadores conduziram nove experimentos com quase 2.500 pessoas para entender porque as pessoas curiosamente usam &#8220;voc\u00ea&#8221; n\u00e3o s\u00f3 para se referir a algu\u00e9m em espec\u00edfico, mas tamb\u00e9m para refletir sobre suas pr\u00f3prias experi\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 algo que todos n\u00f3s fazemos como uma forma de explicar como as coisas funcionam e para encontrar significado em nossas vidas,&#8221; disse Ariana Orvell, estudante de doutorado do Departamento de Psicologia e autora do estudo. &#8220;Quando as pessoas usam &#8216;voc\u00ea&#8217; para falar de alguma experi\u00eancia negativa, faz com que ela normalize a experi\u00eancia e reflita sobre o acontecido \u00e0 dist\u00e2ncia, de fora.&#8221;<\/p>\n<p>Por exemplo, a frase &#8220;algumas vezes voc\u00ea ganha, outras voc\u00ea perde&#8221; pode indicar que uma pessoa falhou em determinada situa\u00e7\u00e3o, mas usando a palavra &#8216;voc\u00ea&#8217;, ela \u00e9 capaz de se expressar dizendo que isso poderia acontecer com qualquer um, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p>&#8220;Ou dizer que &#8216;quando voc\u00ea est\u00e1 com raiva, voc\u00ea diz e faz coisas que provavelmente se lamentar\u00e1&#8217; pode realmente explicar uma situa\u00e7\u00e3o pessoal, mas o indiv\u00edduo tenta clarificar algo que fez e que j\u00e1 pode ter acontecido com muitas pessoas&#8221;, disse Orvell.<\/p>\n<p>Em um experimento, Orvell e seus colaboradores pediram aos participantes para escrever sobre uma experi\u00eancia pessoal: ou dando sentido a um acontecimento negativo, revivendo um acontecimento negativo ou simplesmente escrevendo sobre uma experi\u00eancia neutra. Aqueles que estavam no grupo que tinha que escrever para dar um sentido a algo usaram o gen\u00e9rico &#8220;voc\u00ea&#8221; mais vezes em suas respostas (46% deles usaram a palavra pelo menos uma vez) do que aqueles no grupo que tinham que reviver um evento negativo (10% usaram a palavra pelo menos uma vez) ou no grupo neutro (3% usaram a palavra pelo menos uma vez).<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m descobriram que usar o gen\u00e9rico &#8220;voc\u00ea&#8221; levou as pessoas a verem o evento de uma forma mais distante. Eles tamb\u00e9m disseram que pode parecer contradit\u00f3rio que as pessoas generalizem uma situa\u00e7\u00e3o quando querem refletir sobre uma experi\u00eancia mais pessoal e idiossincr\u00e1tica.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s suspeitamos que \u00e9 a capacidade de ir al\u00e9m da sua pr\u00f3pria perspectiva para expressar experi\u00eancias compartilhadas e universais que permite com que os indiv\u00edduos deem sentido a um evento negativo pessoal de uma maneira mais ampla,&#8221; disse Orvell.<\/p>\n<p>Os resultados aparecem na edi\u00e7\u00e3o mais recente da Science.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/lsa.umich.edu\/psych\/people\/graduate-students\/aorvell.html\">Ariana Orvell<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/lsa.umich.edu\/psych\/people\/faculty\/ekross.html\">Ethan Kross<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/lsa.umich.edu\/psych\/people\/faculty\/gelman.html\">Susan Gelman<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-31934\" alt=\"\u00c9 realmente sobre mim, n\u00e3o sobre 'voc\u00ea\u2019\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-lead-20170322.png\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-lead-20170322.png 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/it-s-really-about-me-not-you-lead-20170322-300x210.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":31934,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[25367,24610,24611,24617,25390,24,24616],"tags":[12850,12932,13441,13556,13029],"beat":[],"class_list":["post-24692","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture-pt-br","category-arts-culture","category-business-economy","category-international","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","category-science-technology","tag-menos","tag-pessoas","tag-pode","tag-vez","tag-voce"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24692"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24692\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24692"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=24692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}