{"id":24949,"date":"2017-07-05T21:05:32","date_gmt":"2017-07-05T21:05:32","guid":{"rendered":"http:\/\/news.umich.edu\/2017\/07\/05\/maes-criancas-e-tv-um-relacionamento-complicado-que-nao-e-de-todo-ruim\/"},"modified":"2017-07-05T21:05:32","modified_gmt":"2017-07-05T21:05:32","slug":"maes-criancas-e-tv-um-relacionamento-complicado-que-nao-e-de-todo-ruim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/maes-criancas-e-tv-um-relacionamento-complicado-que-nao-e-de-todo-ruim\/","title":{"rendered":"M\u00e3es, crian\u00e7as e TV: um relacionamento complicado que n\u00e3o \u00e9 de todo ruim"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-32331\" style=\"float: right;\" alt=\"Woman and young girl in living room with television. (stock image)\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-orig-20170706.jpg\" height=\"200\" width=\"300\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-orig-20170706.jpg 1254w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-orig-20170706-300x200.jpg 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-orig-20170706-768x512.jpg 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-orig-20170706-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>ANN ARBOR &#8211; Assistir televis\u00e3o \u00e0s vezes recebe m\u00e1 censura &#8211; especialmente quando crian\u00e7as e o tempo em frente \u00e0 tela preocupam &#8211; mas nem tudo \u00e9 merecido.<\/p>\n<p>Um recente estudo da Universidade de Michigan sobre m\u00e3es de baixa renda descobriu que, quando assistem com a crian\u00e7a a programa\u00e7\u00e3o educacional aprovada pelos pais, a televis\u00e3o \u00e9 vista como uma ferramenta positiva. As m\u00e3es tamb\u00e9m relatam experi\u00eancias bastante positivas ao gerenciar o uso de m\u00eddia de seus filhos, o que desafia os pressupostos negativos sobre m\u00e3es de baixa renda e gerenciamento de tempo em frente \u00e0 tela.<\/p>\n<p>No estudo, 296 m\u00e3es de baixa renda foram perguntadas sobre cren\u00e7as e regras sobre o comportamento das crian\u00e7as entre 4 a 8 anos de idade ao assistir TV, como elas gerenciam o tempo da tela e se permitem a televis\u00e3o durante as refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O tempo de tela que os filhos devem ser permitidos, em particular a TV &#8211; que ainda \u00e9 o meio eletr\u00f4nico mais popular &#8211; \u00e9 um grande problema em todos os dados demogr\u00e1ficos, mas talvez ainda mais para as crian\u00e7as de baixa renda, disse a primeira autora Sarah Domoff, pesquisadora do Centro de Crescimento e Desenvolvimento Humano da U-M.<\/p>\n<p>Isso porque a televis\u00e3o \u00e9 um fator de risco para a obesidade, e as crian\u00e7as de baixa renda assistem mais TV e t\u00eam maiores taxas de obesidade do que as crian\u00e7as de renda mais alta.<\/p>\n<p>Entender como as m\u00e3es gerenciam a televis\u00e3o para crian\u00e7as pode promover conversas positivas entre m\u00e9dicos e pais de baixa renda, o que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, pode ajudar a reduzir o tempo da tela, disse Domoff.<\/p>\n<p>Cinco questionamentos surgiram durante a pesquisa. As m\u00e3es disseram que o que seus filhos assistem na televis\u00e3o \u00e9 mais importante do que o quanto. Com esse objetivo, eles se concentram em restringir a programa\u00e7\u00e3o e, apenas em casos extremos, definem limites de tempo.<\/p>\n<p>As m\u00e3es estavam confiantes nas escolhas da programa\u00e7\u00e3o para seus filhos e acreditavam na televis\u00e3o apropriada. Isso desafia o pressuposto de que as m\u00e3es de baixa renda experimentam problemas no gerenciamento do uso de m\u00eddia de seus filhos, disse Domoff.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias positivas superam as negativas e os desafios parecem refletir em fatores espec\u00edficos da crian\u00e7a ou em momentos de estresse, como a hora da refei\u00e7\u00e3o ou de dormir. As m\u00e3es tamb\u00e9m expressaram preocupa\u00e7\u00e3o com os efeitos de uma programa\u00e7\u00e3o violenta, mas n\u00e3o se preocupam tanto com os comerciais.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 importante porque sabemos que a exposi\u00e7\u00e3o a propagandas de fast food ou bebidas a\u00e7ucaradas foi apontada como um fator de risco para a obesidade infantil&#8221;, disse Domoff.<\/p>\n<p>As m\u00e3es disseram que o tempo que seus filhos querem assistir televis\u00e3o varia, com alguns exigindo mais do que outros &#8211; como por exemplo, para dormir ou comer. Nos casos em que as m\u00e3es se preocupam com uma crian\u00e7a assistindo tev\u00ea demais, elas limitam o tempo de exibi\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m restringem a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m descobriram que as m\u00e3es aproveitam para passar um tempo junto com seus filhos, assistindo uma programa\u00e7\u00e3o de qualidade &#8211; especialmente os observando a aprender.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 importante porque para fam\u00edlias com menos recursos, assistir televis\u00e3o era algo que eles valorizavam, e parecia ser uma atividade importante que elas gostam&#8221;, disse Domoff.<\/p>\n<p>Finalmente, se uma m\u00e3e permite ou n\u00e3o a televis\u00e3o durante as refei\u00e7\u00f5es varia conforme seus objetivos. Se ela v\u00ea as refei\u00e7\u00f5es como momento para conversar e v\u00ednculo familiar, ela n\u00e3o permite a televis\u00e3o. No entanto, se as refei\u00e7\u00f5es s\u00e3o vistas estritamente como tempo para as crian\u00e7as comerem, as m\u00e3es s\u00e3o mais propensas a permitir a televis\u00e3o se isso ajuda a alcan\u00e7ar esse objetivo.<\/p>\n<p>&#8220;As refei\u00e7\u00f5es podem ser um momento muito estressante em algumas fam\u00edlias&#8221;, disse Domoff. &#8220;A m\u00e3e pode precisar chegar a um segundo emprego a tempo e precisa que a crian\u00e7a coma rapidamente. Permitir a televis\u00e3o durante a refei\u00e7\u00e3o pode encorajar determinadas crian\u00e7as a comer e consequentemente ajuda a m\u00e3e a alcan\u00e7ar seus objetivos&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, Domoff disse que o uso de TV durante as refei\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 um fator de risco para a obesidade, e outras estrat\u00e9gias para ajudar as crian\u00e7as a comer devem ser encorajadas.<\/p>\n<p>O estudo, &#8220;Maternal beliefs about television and parental mediation in a low-income United States Sample&#8221;, em portugu\u00eas, &#8220;As cren\u00e7as maternas sobre televis\u00e3o e media\u00e7\u00e3o dos pais em uma amostra de baixa renda dos Estados Unidos&#8221; aparece na edi\u00e7\u00e3o de junho do Journal of Children and Media.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/17482798.2017.1339102\">Estudo<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/chgd.umich.edu\/people\/details\/sarah-e-domoff-ph-d\/\">Sarah Domoff<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-32337\" alt=\"M\u00e3es, crian\u00e7as e TV: um relacionamento complicado que n\u00e3o \u00e9 de todo ruim\" src=\"http:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-lead-20170706.jpg\" height=\"305\" width=\"435\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-lead-20170706.jpg 435w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/moms-kids-and-tv-a-complicated-relationship-that-s-not-all-bad-lead-20170706-300x210.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":32337,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[25367,24610,25370,24611,25373,25378,24617,25387,25390,24,25385],"tags":[12813,21217,15526,15525,12869,13158,14748],"beat":[],"class_list":["post-24949","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arts-culture-pt-br","category-arts-culture","category-business-economy-pt-br","category-business-economy","category-education-society-pt-br","category-health-pt-br","category-international","category-international-pt-br","category-nao-categorizado","category-portuguese-translations","category-science-technology-pt-br","tag-criancas","tag-domoff","tag-filhos","tag-maes","tag-seus","tag-tambem","tag-tempo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24949\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24949"},{"taxonomy":"beat","embeddable":true,"href":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/beat?post=24949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}