{"id":42492,"date":"2019-02-07T09:20:05","date_gmt":"2019-02-07T14:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/news.umich.edu\/?p=42492"},"modified":"2019-02-07T11:53:51","modified_gmt":"2019-02-07T16:53:51","slug":"promover-mudanca-social-no-trabalho-exige-mais-do-que-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.umich.edu\/pt-br\/promover-mudanca-social-no-trabalho-exige-mais-do-que-dinheiro\/","title":{"rendered":"Promover mudan\u00e7a social no trabalho exige mais do que dinheiro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fostering-social-change-at-work-takes-more-than-money.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-42451\" src=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fostering-social-change-at-work-takes-more-than-money.png\" alt=\"Icons of a business man and a hand holding a heart.\" width=\"1250\" height=\"898\" srcset=\"https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/mc-image-cache\/2019\/02\/fostering-social-change-at-work-takes-more-than-money.png 1250w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fostering-social-change-at-work-takes-more-than-money-300x216.png 300w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fostering-social-change-at-work-takes-more-than-money-768x552.png 768w, https:\/\/news.umich.edu\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fostering-social-change-at-work-takes-more-than-money-1024x736.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1250px) 100vw, 1250px\" \/><\/a><\/p>\n<p>ANN ARBOR\u2014Mais locais de trabalho est\u00e3o sendo solicitados a usar seu consider\u00e1vel impacto econ\u00f4mico para abordar quest\u00f5es sociais, desde cuidados com a sa\u00fade at\u00e9 o meio ambiente. E a forma como o pedido de ajuda chega \u00e0 administra\u00e7\u00e3o faz a diferen\u00e7a, diz um pesquisador da Universidade de Michigan.<\/p>\n<p>&#8220;Os funcion\u00e1rios geralmente se preocupam com quest\u00f5es sociais e usam suas organiza\u00e7\u00f5es como um ve\u00edculo para promover a mudan\u00e7a social,&#8221; disse David Mayer, professor de administra\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00f5es da U-M. &#8220;No entanto, apesar de comumente se comunicar atrav\u00e9s da linguagem econ\u00f4mica, falar sobre a moral pode ser mais eficaz quando a quest\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para atender os valores e miss\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas descobertas sugerem que essa abordagem funciona porque elicia sentimentos de culpa antecipada e motiva os gerentes a dedicar recursos e promover quest\u00f5es que beneficiem a sociedade.&#8221;<\/p>\n<p>Mayer e seus colaboradores Susan Ashford, da U-M, Scott Sonenshein, da Rice University, e Madeline Ong, da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Hong Kong, conduziram uma s\u00e9rie de pesquisas e testes para testar quando e como a linguagem moral poderia ter sucesso na venda de quest\u00f5es sociais, como proteger meio ambiente, ampliar os cuidados de sa\u00fade e reduzir a pobreza.<\/p>\n<p>Eles definiram o sucesso como quando um funcion\u00e1rio influenciou seu gerente para gastar tempo, dinheiro, recursos e aten\u00e7\u00e3o para resolver uma quest\u00e3o social.<\/p>\n<p>Uma pesquisa pediu a 141 trabalhadores adultos para relatar momentos em que conversavam com a ger\u00eancia sobre uma quest\u00e3o social importante. Os participantes foram ent\u00e3o solicitados a responder perguntas sobre como eles estruturaram seus argumentos.<\/p>\n<p>&#8220;Quase metade dos participantes j\u00e1 havia feito isso antes e foram mais bem sucedidos em obter o buy-in de seus gerentes quando se concentraram na moralidade e quando enquadraram a quest\u00e3o como sendo miss\u00e3o e valores da organiza\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Mayer.<\/p>\n<p>Outra pesquisa envolveu 88 pares de funcion\u00e1rios e gerentes para estudar melhor como esses argumentos sobre quest\u00f5es sociais s\u00e3o entregues e percebidos.<\/p>\n<p>Os funcion\u00e1rios relataram se &#8220;usaram valores para ajudar a vender o problema&#8221;, se &#8220;criaram um caso de neg\u00f3cios&#8221; e se &#8220;encaixam no argumento da miss\u00e3o da empresa&#8221;, enquanto os gerentes avaliaram a capacidade de persuas\u00e3o do funcion\u00e1rio e se a organiza\u00e7\u00e3o respondeu positivamente para essa quest\u00e3o social.<\/p>\n<p>Como na pesquisa anterior, os pesquisadores descobriram que quando os funcion\u00e1rios usavam uma linguagem moral que se encaixava na miss\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, os supervisores estavam mais propensos a dedicar aten\u00e7\u00e3o, tempo, dinheiro e outros recursos \u00e0 quest\u00e3o social. No entanto, se o empregado usou linguagem econ\u00f4mica ou linguagem moral sozinho, n\u00e3o foi t\u00e3o eficaz.<\/p>\n<p>&#8220;Usar a linguagem moral sem vincular explicitamente os valores da organiza\u00e7\u00e3o pode sair pela culatra porque destaca a irrelev\u00e2ncia da quest\u00e3o para a agenda central da organiza\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Mayer.<\/p>\n<p>Outro experimento pediu \u00e0 170 adultos para imaginar que eles eram supervisores em uma empresa de manufatura e que um de seus funcion\u00e1rios compartilhou uma id\u00e9ia sobre a incorpora\u00e7\u00e3o de uma tecnologia verde. Os participantes ent\u00e3o leram argumentos comerciais e morais para adicionar a tecnologia verde e foram solicitados a avaliar a capacidade de persuas\u00e3o do funcion\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Curiosamente, descobrimos que enquadrar a quest\u00e3o como sendo de um benef\u00edcio econ\u00f4mico produziu melhores resultados do que quando foi enquadrado como uma quest\u00e3o moral,&#8221; disse Mayer. &#8220;Talvez os participantes tenham tomado suas decis\u00f5es com base em suas cren\u00e7as sobre como os gerentes devem tomar decis\u00f5es, que os gerentes devem sempre pensar no resultado final.&#8221;<\/p>\n<p>Mayer acredita que esta pesquisa pode fornecer suporte para a ideia de que a mudan\u00e7a social dentro das empresas pode vir de baixo para cima e n\u00e3o de cima para baixo.<\/p>\n<p>&#8220;Foram os funcion\u00e1rios de n\u00edvel inferior que tentaram fazer mudan\u00e7as e muitos foram bem-sucedidos,&#8221; disse ele. &#8220;Isso pode fornecer aos funcion\u00e1rios inspira\u00e7\u00e3o para que, no futuro, eles possam ser influentes em suas organiza\u00e7\u00f5es, especialmente se abordarem um problema que se enquadre nos valores e na miss\u00e3o da empresa.&#8221;<\/p>\n<p>Os resultados est\u00e3o publicados no <em>American Psychological Association&#8217;s Journal of Applied Psychology<\/em>, com o t\u00edtulo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.apa.org\/pubs\/journals\/releases\/apl-apl0000388.pdf\">The Money or the Morals? When Moral Language Is More Effective for Selling Social Issues, <\/a>em portugu\u00eas, O Dinheiro ou a Moral? Quando a linguagem moral \u00e9 mais eficaz para vender quest\u00f5es sociais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/webuser.bus.umich.edu\/dmmayer\/\">David Mayer<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANN ARBOR\u2014Mais locais de trabalho est\u00e3o sendo solicitados a usar seu consider\u00e1vel impacto econ\u00f4mico para abordar quest\u00f5es sociais, desde cuidados com a sa\u00fade at\u00e9 o meio ambiente. 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