Estudo no exterior: U-M entre as top 3 da nação

novembro 13, 2018
Contact: Fernanda Pires fpires@umich.edu
As oficinas na Favela da Maré incluem 30 crianças do bairro, facilitadores estudantis da UniRio, da ONG Redes da Maré e estudantes de Michigan. Crédito: PCAP

As oficinas na Favela da Maré incluem 30 crianças do bairro, facilitadores estudantis da UniRio, da ONG Redes da Maré e estudantes de Michigan. Crédito: PCAP

ANN ARBOR—A Universidade de Michigan tem o maior número de alunos que estudam no exterior, entre as dez universidades que fazem parte do grupo “Big Ten” e está entre as três principais instituições de ensino superior dos Estados Unidos, de acordo com novo relatório.

A universidade enviou 3.214 estudantes norte-americanos para 139 países. Eles receberam créditos em programas de educação no exterior em 2016-17, o ano acadêmico mais recente com dados completos – segundo o relatório anual Portas Abertas,, em inglês Open Doors, do Instituto de Educação Internacional, uma entidade sem fins lucrativos com sede em Nova York.

“A educação no exterior oferece aos estudantes oportunidades de crescimento em muitas dimensões. O engajamento intercultural é uma coisa óbvia, e aprender a trabalhar e valorizar a diferença é vital no mundo atual,” disse James Holloway, vice-prefeito da U-M para envolvimento global e assuntos acadêmicos interdisciplinares. “Essas experiências também ajudam os alunos a desenvolver outras habilidades essenciais para o sucesso, como criatividade e auto-atuação.”

Embora o relatório Portas Abertas seja o census mais completo da educação no exterior nos EUA, o estudo não fornece uma contagem total de alunos da U-M que foram para o exterior.

 Grupo de estudantes da U-M conversando com diretora (em preto) de prisão feminina, em Florianópolis. Crédito: PCAP

Grupo de estudantes da U-M conversando com diretora (em preto) de prisão feminina, em Florianópolis. Crédito: PCAP

Não incluídos no relatório – comissionado pelo Departamento de Estado dos EUA – estão os alunos que não são cidadãos dos EUA. Também estão excluídos aqueles que vão para o exterior por atividades extracurriculares que não sejam de crédito, como estágios, projetos voluntários, pesquisas e apresentações.

Incluindo esses alunos no dado total de matrículas de educação no exterior, a U-M enviou 5.290 alunos no exterior em 2016-17—2.076 a mais do que no relatório Portas Abertas.

“É muito empolgante que no ano passado quase 45% dos nossos formandos tenham relatado ter tido uma experiência internacional,” disse Holloway. “Essas experiências são oportunidades de aprendizado críticas que não podem ser substituídas por outros compromissos.”

A instituição com o maior número de estudantes no exterior foi a Universidade de Nova Iorque, seguida pela Universidade Texas A&M.

A segurança é uma preocupação fundamental para todos os viajantes internacionais da U-M, e a universidade avalia situações gerais em todo o mundo, aconselha os alunos sobre os riscos antes de partirem e mantém contato direto durante a permanência no exterior.

Os viajantes da U-M registram suas viagens por meio de um sistema on-line que dá suporte a emergências no exterior.

O relatório também analisa o tamanho do corpo discente internacional nas escolas dos EUA. O número de estudantes internacionais na U-M cresceu 3,4%, um total de 8.442 alunos em 2015-16, colocando a U-M em 16º no total da população estudantil internacional. 95 brasileiros estão entre os novos estudantes da U-M.

“Muitos departamentos e programas em todas as nossas escolas e faculdades podem ajudar os alunos a encontrar a oportunidade ideal para o envolvimento no exterior”, disse Holloway. “Eles apóiam cursos, trabalho de campo, estágios e projetos em todo o mundo e ajudam a garantir que essas experiências sejam seguras e educacionais.”

 

Relatório Portas Abertas 2018