Metas de gênero podem garantir diversidade nos conselhos de administração

junho 13, 2019
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Metas de gênero podem garantir diversidade nos conselhos de administração

ANN ARBOR—Após anos de conscientização sobre os impactos benéficos da presença das mulheres nos conselhos de administração das empresas, menos de 20% desses lugares são ocupados por mulheres.

Cindy Schipani

Cindy Schipani

Cindy Schipani, professora de direito empresarial na escola de Negócios Ross, da Universidade de Michigan, diz que um sistema de cotas como os usados na Europa enfrentaria obstáculos legais nos Estados Unidos. Mas há outro caminho.

“Empregadores privados devem estabelecer metas de gênero para enfrentar a discriminação do passado,” disse Schipani.

Schipani e o co-autor da pesquisa, Terry Morehead Dworkin, da Universidade de Seattle, abordam os desafios e as barreiras que persistem em impedir que as mulheres subam a posições de diretoria em um estudo a ser publicado no Journal of Business Law da Universidade da Pensilvânia.

Os pesquisadores analisaram a ampla gama de questões que impedem as mulheres de alcançar essas posições, incluindo: as mulheres não têm oportunidades de promoções, feedback dos gerentes e participação geral; as mulheres tendem a não se candidatar a empregos, a menos que cumpram 100% dos critérios e requisitos; elas não têm oportunidades suficientes de crescimento; e tendem a deixar o emprego por causa da pressão no trabalho, preconceito de gênero e falta de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

“Independentemente de ser possível estabelecer um chamado “business case”, ou “caso na área de negócios”, em relação ao efeito das mulheres na liderança no desempenho corporativo, a igualdade de gênero é um direito fundamental e o ambiente que parece bloquear os caminhos para as mulheres para cargos de liderança organizacional pode ser mudado,” disse Schipani.

 

Estudo: O papel da diversidade de gênero na governança corporativa

Cindy Schipani