Ter filhos em casa pode reduzir a depressão pandêmica

janeiro 12, 2022
Contact: Fernanda Pires fpires@umich.edu

A mother, father and child using the computer. Image credit: sofatutor, unsplash.com

ANN ARBOR—As crianças têm enfrentado vários desafios durante a pandemia—desde frequentar a escola por videoconferência Zoom até o distanciamento e a quarentena de familiares e amigos—mas surpreendentemente ter filhos em casa pode ajudar os adultos a se sentirem menos angustiados.

De acordo com um novo estudo da Universidade de Michigan, adultos com crianças em casas têm menos problemas de saúde mental do que os que vivem sem filhos. O cuidado infantil—além do efeito do tamanho da família—pode realmente reduzir a depressão durante o isolamento social pandêmico, mostram os resultados.

“Em outras palavras, os pais/cuidadores podem estar lutando, mas não mais do que todos os outros”, disse a principal autora do estudo Shawna Lee, professora associada da Escola de Serviço Social da U-M e diretora do Laboratório Parenting in Context Research.

Lee e colaboradores dizem acreditar que cuidar de crianças possa proporcionar maiores conexões sociais ou um maior senso de propósito, que podem contribuir para melhorar a saúde mental. Essas questões, embora não sejam abordadas especificamente no estudo atual, precisam ser mais exploradas em pesquisas futuras.

O estudo, publicado na edição atual do Journal of General Internal Medicine, usou dados de meados de 2020 que incluíam respostas a perguntas de saúde sobre ansiedade e depressão dos entrevistados. Adultos com idades entre 18-64 foram incluídos na amostra, com cerca de 600.000 entrevistados.

Durante o estudo de 12 semanas, uma média de 35% dos entrevistados relataram ter ansiedade, enquanto 24% se sentiram deprimidos. Essas taxas foram muito superiores aos níveis pré-pandemia. Enquanto as mulheres eram mais propensas a se sentirem ansiosas do que os homens, o status das família com filhos não teve efeito sobre a ansiedade.

Os cuidadores do sexo masculino podem estar vulneráveis ​​a preocupações com a pandemia, como perda de emprego, que os profissionais de saúde devem monitorar, dizem os pesquisadores. O estudo também descobriu que adultos que não são casados ​​e têm baixa renda familiar correm maior risco de ansiedade e depressão.

Os co-autores do estudo foram Kaitlin Ward, estudante de doutorado em serviço social da U-M; Andrew Grogan-Kaylor, professor universitário Sandra K. Danziger de Serviço Social; e Vijay Singh, professor assistente de medicina de emergência, medicina familiar e medicina interna.

Estudo: Ansiedade e depressão durante o COVID-19: os adultos em lares com crianças estão piorando?
Em inglês: Anxiety and Depression During COVID-19: Are Adults in Households with Children Faring Worse?